Dilma final

Em menos de 48 horas, 7.386 pessoas contribuíram espontaneamente para que o patamar de R$ 500 mil fosse alcançado – valor este a custear as despesas do uso dos aviões da FAB por Dilma Roussef – presidente democraticamente eleita e afastada por um golpe torpe, vil e que funcionou como um 3º turno para os derrotados sucessivamente pelos eleitores em 2002, 2006, 2010 e 2014.

Não estou entre aqueles que morrem de amor pela Dilma – bem pelo contrário.

Considero-a desqualificada, despreparada e incapaz para o exercício da presidência,

Mas “eu” pensar isto, não me dá o direito de pensar em algum modo de retirá-la do poder que não seja através do voto.

Esta é a regra básica da democracia.

Qualquer atalho ou desvio – sob qualquer que seja o argumento (ódio, interesses contrariados, podridão dos interlocutores, impotência eleitoral, etc) – é aviltante e precisa ser combatido, denunciado e não deve ser reconhecido.

A pequenez política de Temer e seus asseclas certamente perdem apenas para a torpez, a volúpia e o exercício do poder para beneficiar uma súcia de ladrões, uma corja de contraventores.

Temer, com sua cara de rato, seu focinho de rato e a idoneidade moral de um ganster, precisa aprender que a democracia é um bem mais caro – para muitos – do que se sujeitar o papel vil e degradante de um traidor, de um desequilibrado, de um conspirador torpe. Um batedor de carteiras de enésima categoria.

Diante da acintosa provocação de Temer e de seus asseclas – as pessoas responderam de modo claro, doando voluntariamente mais de R$ 500 mil em menos de 48h.

Teriam Temer, Gedel, Padilha, Gilmar mendes, Aécio, Serra, Cristovam e outros golpistas travestidos de “éticos” em alguns arroubos verborrágicos a coragem de fazer algo semelhante ao que aconteceu no financiamento coletivo para Dilma?

Duvido – até porque não precisam.