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Temer, o incansável e cotidiano cabo eleitoral de Lula para 2018

Já explicitei minha teoria da conspiração, segundo a qual Temer e Lula fizeram um bem-bolado para tirar a Dilma da Presidência – em contrapartida, Temer trataria de aprovar um pacote de maldades, muitas delas simpáticas ao mercado – com quem, cá entre nós, o PT flertou de modo desavergonhado sob o argumento da governabilidade.

E quanto mais o Temer cumpre o seu papel no script, mais trabalho a turma da Lava Jato tem para impedir que a dupla Lula e Temer vençam as eleições em 2018. Há uma parcialidade sem parcimônia entre a turma da Lava Jato, que flerta em muitos momentos com o arbítrio – certos de que a mídia continuará sendo condescendente, omissa e conivente com ilegalidades e ilicitudes. Tudo em nome de impedir que a dupla Lula e Temer concretizem o projeto que armaram.

Mas, é preciso reconhecer: Temer é imbatível na sua cotidiana ação em favor do fortalecimento da candidatura Lula.

É o aumento do combustível, do gás de cozinha, o aumento das passagens aéreas (a despeito do fim da gratuidade de bagagem despachada), reforma da Previdência, manutenção das pensões de filhas de militares, os ataques ao Fies, as ameaças ao Bolsa Família, o fim do Ciências sem Fronteiras, o sucateamento do Minha Casa, Minha Vida, a redução da importância do Enem, a ameaça de tirar o rendimento mínimo dos que chegam aos 60 anos e tantas outras medidas destrambelhadas.

As ações tresloucadas de Temer não apontam para um “palanque” em favor do Lula, mas sim uma verdadeira plataforma a catapultar o nome do ex-presidente – que, ao que tudo indica, deverá enfrentar Bolsonaro…

E talvez por medo do crescimento de Bolsonaro, Temer resolveu dar uma cartada que deve ter julgado decisiva: reduziu a projeção para o aumento do mínimo em 2018. Pouco importa que a redução da expectativa se dê em face de números e índices: importa que o governo Temer, com esta medida, mostra que não está para brincadeira. É Lula… e não quer nem saber!

Ele não para! Ele não cansa! Ele é Temer, o cabo eleitoral…

Mal tinha liberado a publicação do comentário, eis que vem mais uma ação em favor do Lula – copio e colo o texto de Marcelo Brandão, repórter da Agência Brasil:

“Uma das medidas é a alteração na contribuição previdenciária, de 11% para 14%, para servidores públicos com salários acima de R$ 5 mil. Quem ganha acima desse valor terá uma nova tributação, mas somente em referência ao valor que ultrapassar o limite estipulado. Assim, se o servidor ganha R$ 6 mil, a nova tributação incidirá apenas sobre R$ 1 mil.

Na mesma medida provisória, está previsto o adiamento do reajuste para servidores públicos em 2018. “Há uma medida que traz postergação dos reajustes previstos para 2018 para o conjunto de categorias do governo federal que são as mais bem remuneradas e que tinham anteriormente feito um acordo de reajuste por um período de quatro anos”, disse o ministro.”

Categories: Bolsonaro, Congresso Nacional, Corrupção, Eleições 2018, Governo Temer, Lula, Oposição, Planejamento, Política, PT Brasil, Servidores públicos, Sindicalismo

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1 Comment

  1. Assustador td isso…hoje sou capaz de crer em qualquer arranjo político! !

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