Ao desempatar a acirrada votação no STF em 11 de outubro, delegando ao Congresso nacional o aceite, o aval, para o afastamento de deputados e senadores de seus mandatos por ordem da Corte, a ministra Carmem Lúcia tentou dar ares de magistrada a sua tresloucada intervenção, em um voto que foi mais bizarro e vergonhoso do que ridículo e patético – propriamente dito. Vale lembrar que ela, apatetada, tentou dizer que não estava dizendo o que de fato estava dizendo.

Todo mundo sabia que o precedente daquela decisão da Justiça funcionaria como um salvo conduto a ser utilizado pro Câmaras de Vereadores e por Assembleias Legislativas. O mais avassalador de tudo é que ela não aceitou rever a própria porcaria que fez e agora, virou norma: a Justiça prende poderosos com mandato e o Plenário da “casa” a qual pertencem, solta.

Seria bom a Carmem Lúcia ao menos dizer: desculpem-me pela cagada, mas eu tinha que liberar o Aécio…