Blog do Alfredo

Category: Câmara Legislativa

Agnelo Pacheco: cheiro de calote no ar

Atualizado às 12h51

Tida como uma das principais agências de publicidade do Brasil antes das denúncias de corrupção, a Agnelo Pacheco fechou as portas em Brasília e se encaminha celeremente  a deixar de existir, no seu rastro muitos pequenos empresários aqui do DF vivem a angústia e o medo de levar calote.

Ela que sempre tinha generosos contratos com a administração pública – GDF, Governo Federal e outros governos estaduais e municipais – sendo conhecida pelo retorno financeiro que dava aos entes públicos, complementando vencimentos, ajudando na manutenção de estruturas paralelas e negociando boas taxas de lucro aos seus operadores, hoje definha e deixa muita gente com a pulga atrás da orelha.

No caso da CLDF, em boa hora ela reteve os últimos pagamentos – exatamente por conta de não haver o repasse dos valores aos veículos. O GDF tem uma situação ainda mais complexa, tendo em vista que ela tinha contratos com o Governo Agnelo e manteve com o Governo Rollemberg.

Há um passivo bem expressivo do GDF com os veículos relativos aos anos de 2013 e 2014, que se encontra na rubrica “restos a pagar”. Pode-se discutir se a dívida do GDF é com a Agnelo (que serviu de intermediária) ou com os veículos (que foram contratados e prestaram os serviços ao GDF – ainda que através da Agnelo). O que o GDF não pode é querer continuar achando que a dívida é do ex-governador…

O mais estranho é que não há nenhum dispositivo nos contratos feitos entre os entes públicos e as agências para situações de insolvência destas – possibilitando o pagamento direto aos veículos e retendo os 20% que são devidos às agências.

Preocupados com o calote, veículos começam a entrar na Justiça contra a CLDF e devem começar a fazer o mesmo contra o GDF – porque são muitas as razões pelas quais o pagamento direto deve ser buscado na Justiça:

  • a Agnelo Pacheco definha;
  • o escritório em Brasília foi fechado;
  • caso o GDF repasse o dinheiro devido (hoje inscrito em restos a pagar), os veículos podem ser prejudicados;
  • as garantias bancárias expiraram.

Mesmo reconhecendo a urgência da resolução do imbróglio, a Consultoria Jurídica da CLDF se diz de mãos atadas – porque os contratos não tratam da falência da agência contratada – no que diz respeito ao pagamento direto.

No caso do GDF, o governo Rollemberg vinha dando de ombros aos restos a pagar – como se o devedor fosse o ex-governador e não o governo. Os veículos – na maioria nanos empresários – ficaram sabendo que estava sendo feito um repasse, mas continuam temendo que a Agnelo Pacheco não faça o pagamento dos valores recebidos.

Neste sentido, ainda nesta semana pretendem procurar Conselheiros do TCDF para ver se conseguem apoio da casa, quem sabe encontrando um mecanismo que apoie a criação da alternativa do pagamento direto do GDF aos veículos – caso a Agnelo Pacheco atrase ou retarde o repasse aos veículos contemplados neste repasse.

PS1: Segundo o secretário Paulo Fona, o GDF repassou R$ 10 milhões e que ainda está em aberto o montante de R$ 27 milhões que deverá ser repassado em 2018.

PS2: As agências Agnelo Pacheco, Propeg e Tempo receberam os respectivos valores na semana passada. O prazo de três dias para que a Agnelo Pacheco faça o repasse aos veículos expira hoje.

O que esperar do natimorto e moribundo governo Rollemberg?

O Palácio do Buriti tem um inquilino que se move como um cadáver político, um sujeito que tropego fica tateando móveis e paredes, tropeçando na própria incompetência que era de muitos sabidas, mas que se escondiam pelo fato de que jamais foram obrigado a demonstrar qualquer tino ou iniciativa.

Como político, parece menino criado pela avó.

É um disparate que o DF, com tantos desafios, esteja entregue nas mãos de um gestor com tal nível de desqualificação. Não sabe nem agir e nem reagir – a não ser recorrendo à Justiça para censurar críticas de adversários. Logo ele que gostava de destilar impropérios contra Agnelo, Dilma e outros – sendo que antes havia se fartado em banquetes oferecidos pelos dois.

Quer queiram ou não, o Brasil acabou aderindo ao “Fora Dilma” não por conta das pedaladas fiscais, mas porque ela dava claros sinais de isolamento político, incapacidade administrativa e portar-se como uma biruta de aeroporto – basta observar o vai e vem de sua política econômica, seus antológicos discursos. O uso do atalho constitucional do impeachment acabou derivando em um governo ilegítimo, mas que acabou implementando muitas das propostas pelas quais o próprio PT sempre teve simpatia.

No caso de Rollemberg, como não há ambiente político para uma ação deste porte, a única solução será contar os dias que faltam para que a sociedade se livre dele – ainda que depois terá de arcar com o valor de uma aposentadoria.

Isolado politicamente, Rollemberg parece um notívago que sofre de insônia sempre a caminhar por um mesmo ambiente na esperança de encontrar algo que ainda não tenha visto, com sua visão deformada pela incapacidade de ver e entender a realidade.

Serão meses angustiantes, partes de uma trama que se arrasta, como se os roteiristas tivessem deixado os atores sem uma definição de seus papéis e o diretor, no caso o próprio, sem capacidade de reagir.

Enquanto não vence seu prazo no comando do Buriti, Rollemberg vai dando pauladas e mais pauladas naqueles eleitores que votam apenas para se livrar de determinado dirigente, sem nem ao menos prestarem atenção no jaguara que irão eleger.

Neste sentido, serão meses de aprendizado e de resignação – porque a democracia certamente sobreviverá. O único medo que períodos como estes da gestão de Rollemberg causam é que eles sirvam de alento para resgatar o saudosismo de discursos pregando a volta “velhos tempos”.

Porque, definitivamente, a democracia não tem nenhuma culpa se o eleitor, com o seu voto, elege figuras desde sempre sabidamente incompetentes. Que cada qual assuma seus próprios equívocos e purgue suas culpas.

Gov. Rollemberg: um doente terminal ou um demente sem igual?

Ao ser vaiado impiedosamente pelo público em um shopping aqui de Brasília por ocasião do aniversário do empreendimento, Rollemberg sentiu na cara aquilo que seus defensores tentam dourar: seu governo se encaminha para ser o mais nefasto da história de Brasília – superando todos os seus antecessores.

O que me soa patético e doentio é observar que as pessoas tentam reanimar um cadáver já putrefato, como se buscassem sinais vitais onde só o que emana é o cheiro de podre. Pesa contra Rollemberg não apenas sua decrépita figura, mas o equívoco e ações que apenas servem para ilustrar sua total inaptidão para o cargo para o qual chegou sob o guarda-chuva de um mantra e de onde sairá como o retrato mais acabado da incompetência. O mandato no Buriti desvendou aquilo que muitos já sabiam…

Irá se arrastar nos últimos meses de mandato, contando com um séquito de bajuladores a lhe dizerem que ele não é tudo isso que ele próprio deve ter consciência de ser. Sempre haverá alguém a lhe mostrar números de pesquisas – e aqui vale lembrar que o verdadeiro papel de uma pesquisa é ela revelar aquilo para o qual foi contratada.

Li, não sei quando e nem onde, que pesquisas podem ser forjadas para provar qualquer coisa – até mesmo a verdade e que o verdadeiro papel do estatístico, que é, em síntese, quem tabula os resultados de pesquisas, é torturar os números até que eles confessem. Como sou daqueles que vivem no mundo real, que usam transporte coletivo, que conversam com pessoas de diferentes grupos sociais, culturais, esportivos, religiosos e esportivos, posso dizer que as vozes do mundo real não chegam aos ouvidos moucos do governador e de seus asseclas e puxa-sacos.

Porque se tivessem ao menos um pouco de respeito pelo cidadão Rodrigo Rollemberg não o submeteriam ao opróbrio, ao vexame e a ser achincalhado publicamente – e nem permitiriam que ele se deixasse fotografar consumindo bebida alcoólica, logo ele que já tem a voz embaralhada como se estivesse o tempo todo entre uma ressaca e outra.

Fico imaginando o que será de patético este final de mandato…

Eleição para Distrital em 2018: o PT pode sofrer com a falta de votos

Até o momento, tudo indica que o PT terá uma nominata de luxo para disputar as 24 vagas para a Câmara Legislativa em 2018, dentro do projeto de fazer uma bancada forte. Os nomes ventilados, são representativos e todos carregam a fama de amealharem milhares de votos a cada eleição – mas o que garante mesmo que a legenda atinja o quociente eleitoral não é apenas o desempenho das estrelas, mas principalmente daqueles candidatos que possuem um padrão entre três e oito mil votos.

E alguns destes nomes de forte representatividade – e cá entre nós, fazer oito mil votos não é o mesmo do que discutir filosofia em mesa de bar – e que em eleições passadas ajudaram de forma decisiva para completar o balaio de votos dos eleitos, já não estão mais no PT e outros já avisaram que não pretendem entrar na disputa de novo.

Se o partido conta com Arlete Sampaio, Chico Vigilante, Policarpo, Ricardo Vale, Rodrigo Brito e a professora Rosilene Correa como nomes com potencial de conquistar muitos votos, sempre é bom lembrar que nas eleições de 2014, o quociente eleitoral foi de 63.549 votos por vaga (em termos de CLDF). E aí é que a coisa começa a ficar complicada.

A decisão de Wasny de Roure de não disputar um novo mandato na CLDF e se colocar como pretendente a uma vaga no Senado, deixa o PT sem um nome no segmento evangélico, algo que pode ser crucial – dado o peso e a representatividade do segmento e, também, os ataques que muitas lideranças petistas costumam desfechar contra este grupo religioso.

Pesquisando, encontrei apenas dados de 2013, quando os evangélicos representavam 26,58% da população de todo o DF (no mesmo levantamento católicos representavam 56,91%; espíritas, 3,62%; umbanda e candomblé, 0,25%; outras religiões, 2,23%, e sem religião, 14,21%). Ou o PT abriu mão deste segmento eleitoral, dada a incompatibilidade entre a pauta que o partido defende e aquela que as correntes religiosas preconizam?

Além das dificuldades naturais que o partido sofre por estar sendo vinculado pelos meios de comunicação como sinônimo de corrupção – numa demonização trabalhada e que também atinge os movimentos sociais – o PT vem penando com algumas deserções – nomes que saíram do partido e migraram até para o Dem, enquanto que outros não pretendem repetir a experiência de uma campanha.

Dentro desta realidade, o grande desafio de Érika Kokay, presidente do PT-DF, será montar uma nominata que não represente um processo de autofagia interna, como aconteceu em 1998 – naquela oportunidade, na reta final, muitos cabos eleitorais perguntavam acerca das intenções de voto e, diante da resposta, atacavam: “mas fulano já está eleito! Vamos ampliar a bancada. Seu voto é mais importante para o meu candidato do que para este com o qual você simpatiza.

Nem vou citar nomes para não reavivar velhas feridas – até porque este processo gerou rancores que acabaram levando muitos a não trabalharem no 2º turno da eleição para governador por uma espécie de vingança, possibilitando uma virada do Roriz que até hoje é motivo de dúvidas.

Além de todas estas questões, a ausência de um nome competitivo do PT na disputa para o Buriti surge como outro entrave para o desempenho dos candidatos ao Legislativo. Como será a experiência para os petistas?

Sobre as mudanças – e aqui nem falo nem de modo indireto em relação ao PT, mas como parte do cenário nacional e com a rápida cooptação de pseudos lideranças pelo sistema: Onde buscar estes nomes em um momento no qual as pessoas estão fugindo da política e muitos dos que se apresentam como renovação já chegam com todos os vícios, manias e defeitos que nos levaram a este estágio de saturação?

Isolado, PT-DF tenta garimpar “um” candidato ao Buriti para 2018

Antes força definidora das alianças políticas no DF, o Partido dos Trabalhadores na Capital Federal se vê às voltas com um quadro inusitado: ninguém quer ser candidato ao governado local em 2018. As principais estrelas do partido, conhecidos como “capas” e que comandam tendências, desta feita estão mais preocupadas em garantir um mandato parlamentar a partir de janeiro de 2019 do que sonhar com a cadeira do Buriti.

Na busca de um nome, os petistas já procuraram José Geraldo, hoje afastado da legenda e ex-reitor da UnB. A despeito de ter se sentido lisonjeado, declinou da generosa oferta, mostrou-se disposto a colaborar com o partido na formulação de propostas, mas não quer a missão suicida.

O nome da vez é Eugênio Aragão, participou do MP, ex-ministro da Justiça de Dilma e professor titular da UnB – que parece ter o perfil talhado para este momento: é bom de palanque, tem capacidade jurídica, não foge da luta. Para alguns, pode ter pouca viabilidade eleitoral em 2018, mas com a visibilidade ocuparia o protagonismo de um espaço que hoje o partido perdeu.

A situação do PT na capital é muito delicada.

Seus aliados tradicionais e históricos hoje constroem outros caminhos – muito por conta do impasse jurídico que envolve a candidatura de Lula à presidência, porque são dois caminhos totalmente distintos. Os partidos, no entanto, costumam reclamar da ingratidão do PT em momentos pós-eleitorais, mormente nas vitórias.

O PDT, que poderia ser uma alternativa, depende da candidatura presidencial de Ciro e seu aliança com o PSB – o que sepultaria qualquer conversa local, até porque o Lupi (presidente do PDT) não brinca e não aceita deserções. O PCdoB hoje vive uma crise de identidade, tendo se transformado no mais fiel aliado de Rodrigo Maia (Dem) e aqui no DF não se sabe qual o rumo que seguirá. Cristovam, do PPS, que chegou a flertar com uma candidatura ao GDF e depois fez banners em redes sociais anunciando-se candidato à presidência da República, voltou ao seu devido tamanho político e sonha com mais um mandato de Senador – ele que nos dois anteriores, nada fez de útil ou produtivo para o DF. O chamado campo rorizista está minado de candidaturas e de candidatos a candidato, engalfinhando-se para ver quem será o nome – que, na avaliação deles, é coisa de favas contadas. Qualquer que seja o ungido em algum ritual de pajelança.

Dentro deste quadro, o PT tenta acomodar seus nomes e suas vaidades, de modo a que não fiquem sem mandato e possam pensar em fazer política mais sossegadamente no futuro. Neste momento, os projetos pessoais e as demandas urgentes da vida política não passam pelo Buriti.

Como disse um petista bem humorado, o maior risco do PT-DF é ter como único aliado em 2018 o Pros, que hoje tem o senador Hélio Gambiarra como seu “representante”.

Em 2018, qual o discurso que os candidatos ao GDF usarão para seduzir os servidores?

Depois de um governo extremamente generoso – Agnelo – os servidores públicos do GDF se depararam com a cruel realidade de um governo que resolveu tratá-los a pão e água, não apenas sem abrir negociação salarial, mesmo com  a inflação corroendo o poder de compra, bem como não pagando aqueles que já tinham sido acordados no passado.

E cabe lembrar aqui que o Rollemberg foi muito generoso com promessas, porque segundo sua ótica de quem vive no mundo da lua, o que não faltava era dinheiro para dar aumentos, mas sim um “choque de gestão”

E este será o primeiro abacaxi que o governador a ser eleito em 2018 terá pela frente: administrar o caos e fazer frente a demandas crescentes e reprimidas por melhorias salariais por parte das categorias e contemplar a sociedade em sua justa expectativa por uma melhor qualidade dos serviços.

Levando em conta de que alguns dos pré-pré-pré candidatos têm sua trajetória política apoiando fortemente o corporativismo – ao menos nos períodos pré-eleitorais – a dúvida é como irão pautar sua plataforma de governo tendo que partir do princípio de que não haverá condições de prometer loucuras como equiparar a remuneração da Polícia Civil do DF com a PF, conceder benefícios para o pessoal da PM, melhorar o salário do pessoal da saúde e dos professores.

Porque esta será a realidade a ser enfrentada, a menos que os servidores queiram ser enganados, que estejam dispostos a serem ludibriados, tapeados e tratados como otários – porque quem prometer o Eldorado, terá pouco mais a oferecer do que o inferno.

Não há nada no cenário econômico nacional no médio prazo – algo como seis ou oito anos – que indique que os governos voltarão a ter gordura financeira para conceder reajustes. A tendência é que ações como a do governador Rollemberg de atacar recursos que servem para provisionar futuras demandas com a aposentadoria dos servidores deixarão de ser esporádicas para se transformarem em rotina – enquanto houver algum caraminguado.

Porque o que a gente observa é que entra governo, sai governo e o desperdício continua sendo uma prática deplorável – a começar pela estrutura administrativa que vai sendo criada, inchada e aumentada para ir contemplando com cargos e benesses os apadrinhados políticos e também para contemplar os Deputados Distritais aliados, sempre ávidos por cargos, e que revelam um apetite descomunal.

Basta observar quantas administrações regionais existem e o quanto cada uma delas custa para o cidadão – porque muitas delas funcionam como mecanismos para obtenção de vantagens: vendem dificuldades, para justificar pequenos e cotidianos achaques.

O GDF que possui imóveis desocupados, sublocados ou simplesmente abandonados, se dá ao luxo de alugar salas e mais salas. E ninguém precisa ser vidente para saber o que há por trás dos dois casos – um levantamento revelaria quem são os proprietários de tais imóveis…

É assustador perceber que os candidatos prometem o paraíso antes das eleições e depois assumem a verdadeira faceta. E o servidor, que tem como principal preocupação a melhoria do seu salário, acaba aceitando ser tratado como otário.

No DF, fracasso do Gov. Rollemberg antecipa articulações para 2018

O caos administrativo, a fisiologia política, a dilapidação do patrimônio público e a rejeição popular do Governo Rollmberg fizeram com que as forças políticas do DF antecipassem as articulações para 2018. O fracasso de Rollemberg e seu destrambelhado governo geraram na classe política a sensação de que qualquer um pode vencê-lo – gerando, pois, uma profusão de candidaturas.

Outra leitura óbvia que as raposas do cerrado fazem é de que uma eventual proliferação de nomes pode tornar o nome de Rollemberg um player não descartável. Querem, óbvio, se proteger de algum outsider que possa ser construído em face dos reiterados fracassos que têm sido as gestões dos eleitos.

Divididos em campos, sabe-se que há candidatos a candidatos e há aqueles que blefam – em busca de ampliar o seu quinhão. Além da vaga de Governador, cuja cadeira está vaga desde a eleição da dupla Rollemberg/Renato, há duas passagens para 8 anos no paraíso dos bons salários, poder ilimitado, benesses, mordomias , impunidade – que os mais antigos chamavam de Senado.

Cristovam parece que definitivamente cansou de não fazer nada no Senado e agora tenta uma disputa presidencial pelo PPS. Hélio Gambiarra é a personificação do que de mais bizarro a eleição para o Senado pode reservar: suplentes que viram titular – e ele já “abriu mão” da vaga natural e humildemente aceitará ser candidato a Deputado Federal – e a aposta é saber se fará votação maior do que na sua malograda candidatura a Distrital em 2014 (cabe lembrar que naquela oportunidade conseguiu fantásticos SEIS VOTOS).

Neste cenário, muitos tem sido os almoços e as articulações de um grupo que tem Frejat, Alírio, Izalci, Fraga e o indefectível Filippelli – retratos vivos de raposas ávidas para voltar a comandar ou ao menos a usufruir do GDF. Deste quinteto, poucos poderão ser candidatos, visto que ao menos três deles estão enredados com a Justiça e não se sabe em que situação de inelegibilidade chegarão em 2018.

A incógnita fica com a ação que os atuais comparsas de Rollemberg estarão em 2018 – principalmente o PDT, que uma parte do partido sonha com Frejat, outros ficam quietos e uma minoria que prefere manter-se nos cargos atuais.

A Rede ainda sonha com Reguffe, mas ao menos até março deve ficar sem partido – ou seja, será o senado sem-sem-sem: sem partido, sem ação, sem compromisso. Chico Leite sonha com a candidatura ao Senado, aparentemente garantida caso se mantenha a aliança com o governador – mas ele tem sido aconselhado a se descolar do cadáver político no qual Rollemberg se transformou.

O Psol ainda está em fase de discussão da composição do diretório e continua atraindo ex-petistas – alguns sem espaço na antiga casa e outros que tiveram a garantia de que não seriam preteridos em eventuais candidaturas. Mas dificilmente Toninho não será o nome – sempre uma boa alternativa, mas que acaba sendo engolido pelas urnas.

Depois de importar dois candidatos – Cristovam e Agnelo – o PT não parece disposto a repetir a fórmula só para ter um candidato que pudesse ser controlado por uma tendência. O partido se articula para voltar a ser uma alternativa política viável no DF.

Um dos projetos é resgatar a velha guarda e mesclar com lideranças sindicais já consolidadas. Assim, nomes como Arlete Sampaio, Rodrigo Brito e a prof. Rosilene Correa surgem como esperança de votos, para formar uma bancada representativa na CLDF.

Para o Senado, o PT está diante de uma sinuca: Wasny de Roure já manifestou seu desejo de concorrer a uma das duas vagas e caso não tenha seu pleito atendido, não pretende disputar outro mandato – nem de Distrital e nem de Federal.

Com vistas Câmara Federal, fica a incógnita – uma vez que Érika Kokay não se mostra inclinada à disputa, preferindo o Senado ou mesmo o Buriti – para onde alguns sindicalistas gostariam de ver Jacy Afonso como candidato. Ainda que ele negue qualquer possibilidade neste sentido.

Estes embates internos do PT, que sempre acabam criando feridas que demoram para cicatrizar, já movimentam a sigla e deverão estar presentes nesta segunda-feira, a partir das 19h, no Teatro do Bancários aqui em Brasília, quando será lançada a proposta “O DF e o Brasil que o povo quer”, que parte do pressuposto de construção de um programa de governo a partir da massiva participação popular.

Enfim…

Se de um lado o Governo Rollemberg se arrasta em índices de aprovação próximos do Temer,  os que buscam ocupar a sua cadeira no comando do Buriti sabem que mesmo entre o caos e a lama, ele ainda conta com o DODF e a caneta nas mãos. E isso tem um peso imenso na política nacional e principalmente no DF.

Rollemberg apela ao Judiciário para evitar críticas

Conviver com o contraditório, aceitar as críticas e enfrentar os desafios faz parte da personalidade de algumas pessoas – que sabem que este é o preço que se paga pela liberdade, pela democracia.

Existem outras, criadas dentro de um sistema de privilégios, contando sempre com as lições e os exemplos de casa, que acreditam que só elas possam falar, dizer e atacar as pessoas e que qualquer admoestação que sofram, precisa ser reprimida.

No Brasil recente, esta tem sido a norma levada ao pé da letra por muitos políticos: querem o direito de falar a asneira que quiserem, mas acreditam que possam contar com um escudo de proteção que evite que sofram com o natural efeito bumerangue.

A bola da vez é a ação de Rollemberg que conseguiu no TRE-DF a suspensão das propagandas do PT com críticas a sua gestão, aos seus desmandos, ao descalabro que uma administração marcada por incompetência, má-gestão e destruição dos serviços públicos vem causando ao DF e seus moradores.

Foi um baita de um tiro no pé, o que demonstra que o atual governador, além de despreparado, incapaz e medíocre, é também extremamente burro. E mal, muito mal assessorado. E vou explicar.

Eu, por exemplo, não assisto TV e nem escuto rádio – por problemas de uma úlcera estomacal que me incomoda com a mania de manipulação e de desinformação dos meios de comunicação. Pois bem: eu – e acredito que o mesmo acontece com milhares de brasilienses e brasileiros pelo Brasil e mundo afora – acabei assistindo o vídeo porque o Rollemberg não queria que ninguém soubesse que ele é incompetente. A ação de Rollemberg gerou a curiosidade e o impacto que o material em si não teria.

A pessoa precisa ser um gênio, a pessoa precisa ser uma mistura depauperada de uma anta com um esquilo para dar um tiro destes no pé: ao não querer que as pessoas assistissem as críticas na TV, levou elas a assistirem nas redes sociais.

Eu me pergunto: quem são as cabeças geniais que assessoram o governador que entrou no Senado sem fazer concurso – e, cá entre nós, se não fosse pela janela, estaria desempregado até hoje? Porque é preciso ser muito, mas muito burro para conceber uma estratégia tão genial. O que era um mimimi partidário, virou mais um manifesto contra Rollemberg – agora não só por sua incompetência, mas por seu viés de censor, de quem não aceita críticas, de quem não tolera a divergência.

Hoje, as redes sociais possuem uma audiência muito mais ampla do que os meios tradicionais. Um assunto abordado nas redes sociais repercute muito mais do que uma inserção na TV. Hoje as redes sociais atuam como a voz da sociedade em todos os sentidos – ainda que algumas pessoas só gostem da voz das redes sociais quando elas ecoam o que elas pensam, mas esta é outra história.

Enquanto as pessoas estão no transporte coletivo (arghh), enquanto estão nas filas dos hospitais esperando atendimento, elas estão nos seus smartphones vendo o que acontece e não ficam olhando a programação da Globo que é imposta aos pacientes nas salas de recepção.

O que Rollemberg fez foi algo tão estúpido, tão irracional, tão descabido, que chego a imaginar ele diante do espelho, com aquela sua cara preparada para dar desculpa: eu sou mesmo um gênio.

Lula e Arruda – paralelos que desafiam a lógica

Ainda que as pesquisas sofram por falta de confiabilidade e também por serem recortes de um determinado momento, é interessante observar como o eleitor brasileiro é conivente, condescendente e omisso em relação ao modo como ele reage diante da figura do corrupto.

Leio, com enojante repetição, que o “eleitor nordestino” vota em corruptos, como se o povo nordestino fosse mais corrupto do que os moradores de outros estados. A corrupção é uma praga nacional e o corrupto está em todos os lugares, vive em todas as cidades.

E daí a gente vai dissecar um bucadinho da realidade e se depara com o fato de que, aquilo que é abominável “lá”, aqui é aceitável, tolerável e até mesmo justificável.

Observemos os nomes que se anunciam para 2018 e veremos que há mais cheiro de podre, mofo e bolor do que um ar de esperança – até porque aquilo que se anunciou como “novo”, já foi cooptado pelo sistema e se esmera em, no máximo, dar uma nova roupagem à velha vestimenta.

Causou espanto quando reportagem indicou que o tucano Bonifácio de Andrade (MG) é agregado ao poder há mais de 190 anos – mas esta é uma questão que o Brasil precisa repensar: a política como atividade empresarial.

A estagnação do nosso País passa por esta questão de que grupos familiares se sucedem ao longo das décadas, sempre buscando benesses e ampliando o seu poder patrimonial. Quanto mais atrasada e conservadora for a unidade da Federação, maior será o poder catalisador destes grupos – e maior será seu apetite para drenar recursos públicos, de modo direto ou indireto, para os clãs familiares.

Esta verdadeira praga se estende do Oiapoque ao Chui – mas não é um privilégio brasileiro. Aqui na vizinha Argentina temos os Kirchner – apeados do poder. E nos Estados Unidos, os Bush – que tentaram emplacar o terceiro nome da presidência e foram derrotados porque o tal do Jeff precisa bem mais do que hereditariedade. Ele, num certo sentido, lembra uma frase supostamente atribuída a FHC ao se referir a Aécio: “Ele é apenas o neto de Tancredo”.

Não quero tratar da realidade de outros estados, porque nada melhor do que escrever a partir de um exemplo próximo para retratar a condescendência do brasileiro com a corrupção – e que me perdoem as pesquisas, ma suma coisa é dizer sim  para uma pergunta de um pesquisar e outra bem diferente é dizer não diante da oferta de uma bolada.

No DF, há uma sucessão de governos que patinam, patinam e no frigir dos ovos disputam entre si, qual deles foi o pior. Tem sido assim desde Arruda/Paulo Octávio, passando pela interinidade do Rosso, os quatro anos de gestão de Agnelo, atépara desaguar no exemplo mais acabado de que tudo aquilo que está ruim, pode sim piorar.

A mediocridade da gestão de Rollemberg alimenta no imaginário dos políticos a percepção de que se até alguém como o Rodrigo conseguiu ser governador, “eu também posso”. É a lógica da comparação pela falta de qualificação.

E dentro deste quadro, o nome de Arruda se mantém com altos índices de aprovação e de intenção de votos – diria até que venceria no 1º turno em 2018 se pudesse ser candidato. E olha que Arruda botou o pé na jaca, como se costuma falar quando alguém extrapola do direito de fazer besteira.

Flagrado pegando dinheiro, preso por tentar obstruir a Justiça, denunciado por toda sorte de crimes, Arruda é ainda o nome mais forte no DF – ao lado de Luis Estevão, o presidiário.

Poderia ser cômico, não fosse trágico e assustador – inclusive pela sua capacidade de iludir o eleitor, transformando-e em um bobo..

É o caso do Lula, na disputa pela presidência da República.

Ainda não inelegível, Lula carrega nos ombros um sem fim de indiciamentos e de condenações – mas mantém o discurso da inocência pela incompetência dos meninos da Lava Jato em conseguirem colocar de forma inquestionável a digital do Lula. Irão condená-lo em 2º Instância pela necessidade de atender aos anseios de parcela da opinião pública que sabe que, pelo voto, o trem tá complicado.

É de se imaginar o escarcéu que a rapaziada da Lava-Jato fará no dia – isto é: se este dia, um dia chegar – em que conseguirem alguma “prova”, alguma gravação, algum recibo. Porque por mais que apontem desejos, evidências – até agora ele está sendo condenado para atender desejos e baseando-se em evidências.

 

Rollemberg, o medíocre com sorte. Para azar de Brasília

Entre os treinadores do futebol brasileiro, cada qual vai construindo seu pefil, sua história: Murici, o ranzinza; Tite, o padre; Joel Santana, o folclórico; Renato Gaúcho, o falastrão; Luxemburgo, o “professô dos pojetos” e assim por diante. Levir Culpi, hoje no Santos, é conhecido por ser um exímio contador de histórias.

Uma delas inclusive é o nome do seu livro (Burro com sorte), com as suas histórias ao longo de 50 anos de futebol.

Ia o ano de 1989, Levir treinava o Criciúma, perdia um clássico regional de SC contra o Joinville. Precisando de um gol, tirou o centroavante e colocou um meia.

Diante da substituição estranha, um torcedor começou a chamá-lo de “burro”.

Eis que o meia, faz o gol do empate e depois ele vai até o alambrado e procura o torcedor e quando o encontra, o torcedor sentencia: “Seu burro com sorte”.

Uso esse gancho para falar do governador do DF – um medíocre que sempre contou com a sorte – a começar pelo fato de não precisar fazer concurso para virar funcionário do Senado Federal. Valeu-se do sobrenome, valeu-se da politicagem. E, cá entre nós, nada mais torpe, vergonhoso e desabonador para alguém do que carregar a pecha de incompetente até para conseguir emprego por seus próprios méritos.

A história de Rollemberg mostra um político oportunista e sem produção legislativa. Foi secretário de turismo no governo do PT entre 1995 e 1998; deputados distrital entre 1999 e 2002, eleito com os votos do PT. Tentou um voo solo em 2002 lançando-se ao GDF e acabou em terceiro lugar. De volta aos braços do PT, assumiu a Secretaria Nacional de Inclusão Social, do Ministério da Ciência e Tecnologia – e a sua passagem é marcada por muitas denúncias. Com o uso da máquina do Governo do PT, elegeu-se deputado federal em 2006 e, só para variar, teve uma ação legislativa dentro do seu padrão.

Em 2010 elegeu-se senador – eram duas vagas – na bacia das almas e outra vez carregado eleitoralmente pelo PT. Em 4 anos no Senado, nada.

Quando assume a candidatura ao GDF em 2014, pode-se dizer que de novo seu maior cabo eleitoral foi o PT – nesse caso, o caos que foi a gestão de Agnelo, engolido pelas obras do Estádio Nacional, uma obra que é um monumento aos desperdício de dinheiro público.

E o que se observa nesses mais de mil dias de trapalhadas administrativas, de medidas tresloucadas para beneficiar financiadores de campanha e para tentar encontrar sempre algum culpado? Nada, absolutamente nada.

Nesses mais de mil dias, Rollemberg conseguiu dar razão às piores e mais nefastas perspectivas que as pessoas tinham em relação ao seu governo. Por vezes converso com seus eleitores e mesmo pessoas que financiaram sua campanha e, quando confrontados com a bizarrice deste governo, dão de ombros e assumem: o mais importante era tirar o PT.

E no lugar do prometido “Choque de gestão”, Rollemberg foi chocando as pessoas com a voracidade com que se jogou nos braços de aprisionados para buscar a governabilidade – tendo em vista que seu partido não tinha e nem tem nenhum Distrital (alguém pode dizer que isto não faz mal, afinal de contas, o DF também não tem ninguém no comando do GDF).

E a única coisa que realmente seria impossível, ele está conseguindo: a proeza de fazer um governo pior do que a trinca de incompetentes que pavimentou o seu caminho (Arruda, Rosso e Agnelo). Cá entre nós: é preciso ser muito medíocre para conseguir tal feito.

Ele que usou como bordão o “choque de gestão” para solucionar tudo, tomou um choque de realidade e se deu conta de sua própria mediocridade.

Para o azar dos moradores de Brasília…

O que é Medíocre:

Medíocre significa mediano, sofrível. É um adjetivo de dois gêneros que qualifica aquele ou aquilo que está na média entre dois termos de comparação , ou seja, que não é bom nem mau, que não é pequeno nem grande etc. Por exemplo: “Um livro medíocre”.

A expressão medíocre é usada também para fazer referência àquele ou àquilo que tem pouco merecimento, que é ordinário, insignificante. irrelevante, vulgar.

O adjetivo medíocre é normalmente utilizado para qualificar aquilo que está abaixo da média, que possui pouco valor, pouca qualidade, algo ordinário e insignificante, mas, é muitas vezes usado como um insulto, no sentido pejorativo, no intuito de agredir verbalmente.

Ser medíocre significa não ter qualidades ou habilidades suficientes para se destacar naquilo que se propõe a fazer, seja na vida pessoal ou profissional. Uma pessoa medíocre é vulgar, tem poucas qualidades, é uma pessoa pobre do ponto de vista intelectual.

Mediocridade é um substantivo feminino que nomeia o estado ou a qualidade do que é medíocre, que revela ausência de mérito, vulgaridade, indivíduo medíocre, sem talento.

Extraído de www.significados.com.br/mediocre/

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