Blog do Alfredo

Category: Economia

O que esperar do natimorto e moribundo governo Rollemberg?

O Palácio do Buriti tem um inquilino que se move como um cadáver político, um sujeito que tropego fica tateando móveis e paredes, tropeçando na própria incompetência que era de muitos sabidas, mas que se escondiam pelo fato de que jamais foram obrigado a demonstrar qualquer tino ou iniciativa.

Como político, parece menino criado pela avó.

É um disparate que o DF, com tantos desafios, esteja entregue nas mãos de um gestor com tal nível de desqualificação. Não sabe nem agir e nem reagir – a não ser recorrendo à Justiça para censurar críticas de adversários. Logo ele que gostava de destilar impropérios contra Agnelo, Dilma e outros – sendo que antes havia se fartado em banquetes oferecidos pelos dois.

Quer queiram ou não, o Brasil acabou aderindo ao “Fora Dilma” não por conta das pedaladas fiscais, mas porque ela dava claros sinais de isolamento político, incapacidade administrativa e portar-se como uma biruta de aeroporto – basta observar o vai e vem de sua política econômica, seus antológicos discursos. O uso do atalho constitucional do impeachment acabou derivando em um governo ilegítimo, mas que acabou implementando muitas das propostas pelas quais o próprio PT sempre teve simpatia.

No caso de Rollemberg, como não há ambiente político para uma ação deste porte, a única solução será contar os dias que faltam para que a sociedade se livre dele – ainda que depois terá de arcar com o valor de uma aposentadoria.

Isolado politicamente, Rollemberg parece um notívago que sofre de insônia sempre a caminhar por um mesmo ambiente na esperança de encontrar algo que ainda não tenha visto, com sua visão deformada pela incapacidade de ver e entender a realidade.

Serão meses angustiantes, partes de uma trama que se arrasta, como se os roteiristas tivessem deixado os atores sem uma definição de seus papéis e o diretor, no caso o próprio, sem capacidade de reagir.

Enquanto não vence seu prazo no comando do Buriti, Rollemberg vai dando pauladas e mais pauladas naqueles eleitores que votam apenas para se livrar de determinado dirigente, sem nem ao menos prestarem atenção no jaguara que irão eleger.

Neste sentido, serão meses de aprendizado e de resignação – porque a democracia certamente sobreviverá. O único medo que períodos como estes da gestão de Rollemberg causam é que eles sirvam de alento para resgatar o saudosismo de discursos pregando a volta “velhos tempos”.

Porque, definitivamente, a democracia não tem nenhuma culpa se o eleitor, com o seu voto, elege figuras desde sempre sabidamente incompetentes. Que cada qual assuma seus próprios equívocos e purgue suas culpas.

Janaína, uma incompetente buscando holofotes

Alçada a uma condição de celebridade jurídica dentro de circunstâncias muito específicas, a professora Janaína Paschoal agora se julga vítima da academia, que supostamente não concorda com seus pontos de vista.

Explico-me, para quem não acompanha o noticiário: autora do estudo encomendado pelo PSDB sobre a legitimidade das chamadas “pedaladas fiscais” da ex-presidente Dilma, Janaína que leciona na Faculdade de Direito da USP dançou, de modo aplastante, na sua pretensão de virar professora titular – último degrau da carreira do magistério em instituições de ensino superior públicas.

O barraco se arrasta já faz algumas semanas e hoje voltou a ser manchete no Estadão por conta da rejeição de um de seus muitos recursos – dentro da tese do jus esperniandi, do qual ela lança mão na tentativa de reverter decisões desfavoráveis.

Eram duas vagas, quatro candidatos.

E ela ficou em quarto…

Mas, claro, que não aceitou.

Como pode a USP – que é ligada ao Governo do Estado de SP, ninho e nicho do tucanato há 16 anos – ser “petista”, perseguindo aquela que ocupou holofotes sem ter estrutura nem para brilhar à luz de um candeeiro?

Certa feita, conversando com um psiquiatra, conversei sobre as sequelas e eventuais desvios de personalidade, síndromes que poderiam sofrer as pessoas “comuns” que por “n” razões fossem alçadas a uma condição de celebridades momentâneas – dentro daquele conceito profetizado por uma frase de Andhy Warhol: “um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama”.

Como as pessoas reagem com o fim das luzes, do brilho e do espaço na mídia?

Antes do continuar com com a resposta do psiquiatra, conto a rápida história de como conheci Nilton Santos aqui em Brasília. Sócio da ABCD – Associação Brasiliense dos Cronistas Desportivos, numa das tardes que antecediam a uma partida no velho Mané Garrincha, lá fui eu para ver a questão dos coletes.

Lá chegando, estava ele – a quem conhecia de fotos, filmes e histórias. Eu o cumprimentei como cumprimento a todos: de modo efusivo. Quando já ia passando, ele alcançou meu ombro com a sua mão grande e perguntou: você sabe quem eu sou?

Respondi brincando, claro, Senhor Enciclopédia – é uma pena que não tenha jogado no Grêmio. Depois de uma risada, perguntou se eu não queria fazer uma reportagem com ele e me disse que poderia mostrar as muitas caixas com recortes. Disse que sim, que seria uma boa pauta e que poderíamos conversar sobre esta ideia, uma vez que eu também morava em Brasília.

Fiquei consternado com a situação daquele homem que já esteve nas manchetes dos principais jornais e revistas e estava ali, mendigando um pouco de atenção. Volto à conversa com o psiquiatra sobre as sequelas…

Ele falou que no mais das vezes as pessoas podem desenvolver alguma síndrome de perseguição, uma vez que não conseguem voltar a ter uma vida normal. Ligo o episódio da Janaína ao deste povo que participa dos reality shows e conseguem uma exibição pública que gera milhões de seguidores em redes sociais.  E o que fazem para se manter em evidência: contratam assessores de imprensa – e eu recebo, por conta de uma revista que edito, dezenas de eventos destas sub-celebridades em lançamento de produtos, em inauguração de boutiques, comprando produtos, exibindo o silicone ou mesmo revelando uma traição.

Não há limite nesta busca insana por “aparecer”. É como se estas pessoas tivessem medo de voltar a ser apenas… gente.

A demanda por realimentar o ego é tão grande que tenho um conhecido no Rio que tem uma profissão inusitada: ele é paparazzi de encomenda. Ou seja: ele é contratado para um flagrante armado e combinado, para uma roupa mais ousada, para uma passada de mão na bunda, para um beijo, para uma encoxada na praia, para uma saída de motel ou uns amassos em boate. E depois, ele repassa para blogueiros e jornalistas de fofocas.

Para não sair da mídia, o corpo é só uma mercadoria – seguramente a menos valiosa.

No caso da professora Janaína, está sendo muito interessante observar o quanto ela esperneia, o quanto ela se debate – porque sabe que a sobrevivência dela jamais será pautada pela gratidão de quem a quem ela serviu. Até por ter se exposto demais, não interessa a ninguém que por ventura tenha sido beneficiado por sua ação, aparecer ao seu lado.

Ou ela vai aprender a viver com o peso do anonimato ou terá de conviver com os fantasmas que hoje a vitimizam, tiranizam e escravizam emocional e mentalmente.

Temer, incansável cabo eleitoral do Lula

Por mais que a turma da Lava Jato, junto com boa parte da mídia, se esmere em querer enfiar goela abaixo dos brasileiros de que evidências servem como provas, indícios são suficientes para condenação e necessidade pessoal justifique punir aqueles apontados como inimigos, a verdade que o ex-presidente Lula conta com um cabo eleitoral de primeira qualidade, que trabalha 24h por dia no único objetivo e fazer com que o ex-metalúrgico vença em 2018.

Funciona de modo cotidiano.

Não há dia no qual o Temer não faça questão de dizer ao eleitorado: olha, vocês precisam votar no Lula. O Lula é a sua única alternativa.

O caso mais aterrador é o do gás de cozinha – que não é apenas uma das principais fontes de renda do tráfico nos morros cariocas, mas serve como uma catapulta a arremessar o nome de Lula para a liderança nas pesquisas eleitorais.

Hoje, por exemplo, a Petrobras anunciou mais um pequeno reposicionamento nos preços: mais 12,9%. Com um detalhe: apenas para o gás de cozinha, vendido em botijões de até 13 quilos. Com isso, as famílias sofreram com aumento de 47,6% do gás de cozinha desde o dia 7 de junho.

É preciso realmente tirar o chapéu para o Lula: diante da teimosia de Dilma em disputar a reeleição – ela que nem deveria ter sido candidata em 2010 – ele foi fazer aliança com o Temer; instigou ele a lançar o Eduardo Cunha para a presidência; pediu para o Aécio espernear pela derrota. Porque se a Dilma ainda estivesse na presidência, Lula hoje não teria 5% dos votos – tal a quantidade de trapalhadas que já teria cometido.

Perspicaz, Lula se aliou ao Temer porque entendeu que apenas ele poderia ajudar a tirá-lo das catacumbas e do rancor ao qual estava fadado, por conta das maluquices de sua “criação”, que nunca virou criatura e se revelou um monstrengo.

É dentro deste contexto que é preciso entender as ações do Temer. Ele e seu governo – que na verdade tem a equipe econômica dos sonhos do Lula – atuam 24 horas em favor do ex-presidente. E o resultado é perceptível nas pesquisas.

Para mostrar que é mesmo leal ao Lula, Temer foi além: isentou comércio e indústria do reajuste do gás.

 

 

A CUT cansou do PT?

Faz algum tempo, conversando com jornalista paulista então radicado no DF e hoje de volta para lá, sobre se o atual presidente da CUT-DF, Rodrigo Britto, seria candidato a Distrital ou a Federal em 2018, tive como resposta uma pergunta: pra quê? E completou: O que o PT hoje pode fazer pelo Rodrigo?

E mencionou a situação de desconforto e de isolamento que a Federal Érika Kokay sofre dentro do partido e foi colocando outras questões práticas – inclusive o distanciamento da própria central das entidades sindicais. E aqui há necessidade de esclarecer sempre que a CUT-DF não mantém uma relação muito harmoniosa com a CUT Nacional, por conta da divergência em relação ao papel de uma Central e de sua forma de atuação.

Claro que se trata de um vespeiro – petista tem, via de regra, um problema muito sério de autocrítica. Sofre de um coitadismo endêmico e, em caso extremo, vale-se sempre do “mas”: mas eles também fizeram; mas eles nos perseguem; mas eles não entendem… É engraçado e revelador este comportamento: quando entre si, as acusações são intensas. Quando a crítica vem de fora, se abespinham…

Ninguém – e acredito que nem mesmo o tresloucado Bolsonaro – tem coragem de ignorar a importância histórica do PT, como parte do empoderamento de uma parcela significativa da sociedade brasileira e que sempre esteve alijada do protagonismo político. Os seus equívocos não podem ser usados como uma forma de descaracterizar a sua importância histórica. O PT errou e erra ao não se oxigenar, aos não buscar novas lideranças, ao ter uma imensa dificuldade de conviver com as divergências externas – e isso pode ser visto nos expurgos que ocorreram em momentos cruciais.

Dentro deste contexto, o descolamento entre a CUT e o PT parece seguir um roteiro que vem sendo urdido faz muito tempo, com o distanciamento do Partido – mais preocupado com a atuação institucional e sempre descartando a possibilidade de ser um partido efetivamente de mobilização, de formação de novos quadros e lideranças, de avanços, etc. Em suma: um partido de massas.

Ao preferir uma postura de acomodação, o PT optou pela governabilidade – quem acabou pagando o preço por esta condição foi a classe trabalhadora. Para tentar reverter este quadro, a CUT definiu que terá candidaturas umbilicalmente identificadas com ela.

Dentro desta visão, no DF alguns nomes “novos” surgem como candidatáveis – ainda que neste momento relutem em assumir esta condição. Rosi, do Sinpro; Rodrigo Britto, da CUT, e Geralda Godinho, do Sindicato dos Comerciários do DF – são os nomes que podem representar esta guinada da CUT em termos de DF.

O “clima Grenal” que não termina pode acabar custando caro ao País

O País vive uma crise de governabilidade, de credibilidade e de perspectivas – nem digo para o futuro, mas para o amanhã que logo será hoje – de dimensões assustadoras e observamos os atores políticos se portando como chefes de torcida organizada.

Em lugar de pensar mecanismos para debelara  crise e dar um ar de normalidade, a ainda presidente Dilma Roussef se esmera em gestos para animar a militância, em aumentar o clima de beligerância, de intolerância e de intranquilidade.

Não aparece uma voz sensata na situação ou na oposição capaz de, imitando o gesto de Obdúlio Varela, colocar a bola no meio de campo e parar com o empurra-empurra, com as cusparadas e os dedos nos olhos que são típicos do futebol varzeano.

Há uma necessidade permanente de fazer com que as provocações sejam potencializadas – contando com alguns irresponsáveis e levianos na mídia que sentem prazer em dar espaço e repercutir declarações de estúpidos do padrão de um Paulinho da Força.

O momento atual precisa de estadistas, não de animadores de torcida.

Mas quem seriam estas pessoas capazes de abstrair-se do clima de enfrentamento e, de modo responsável, entenderem que ou é o diálogo ou é o caos.

Pode haver divergências, mas ou o FHC e o Lula buscam um tipo de diálogo, constroem um tipo de entendimento – ou estaremos caminhando de modo célere – e diria irresponsável – para um tipo de tensão social que surgiu de dois fatos. Um de cada lado: a incompetência de Dilma e a leviandade da oposição (para contentar mídia, segmentos do judiciário e mesmo aliados sociais) que não aceitou, em nenhum momento, o resultado das eleições de 2014.

Por medo de ficar sem espaço, PSDB deixa beicinho de lado e adere ao projeto de Temer

O risco de ficar alijado do comando dos melhores orçamentos de um eventual e já previsto Governo Temer fez com que o PSDB antecipasse o fim do beicinho e deixasse de lado qualquer pudor infantil: quer ser e estar no governo.

Mas não é apenas o tucanato que corre e se oferece, agora sem nenhum pudor ou receio, para fazer parte do governo sem votos de Temer. O Demo também está sendo chamado – e já aceitou o convite! – para fazer parte do processo de construção da governabilidade.

Não deve causar nenhuma surpresa este repentino sentimento cívico e de brasilidade. A equação é simples e revela a faceta perversa por trás do processo constitucional do golpe parlamentar via impeachment: ninguém mais estava conseguindo viver sem as verbas públicas.

E a proposta de Temer é sedutora, em todos os sentidos: os ministérios serão entregues inteiros, ou no linguajar mais correto e conhecido: porteira fechada e torneiras abertas. As siglas que receberem determinado ministério, receberão integralmente a estrutura para repartir entre seus filiados e apoiadores. Inclusive a administração da publicidade deixará de ser feita pela Secom – que deverá ser extinta. No caso, a propaganda institucional do “novo” Governo ficará nas mãos da Casa Civil – Eliseu Padilha no comando.

Mas é importante destacar que há sim uma unidade e uma afinidade ideológica entre Temer e os partidos que se associam ao grande projeto de usurpação da democracia – ou como diz Ayres Brito numa demonstração de cinismo e doentia hipocrisia: pausa democrática. Tal qual figuras manipuladas no tabuleiro – e aqui não há como não lembrar do tabuleiro de xadrez do Harry Potter onde as pedras são movimentadas a partir de uma varinha “mágica” imantada – os convivas querem se esmerar e aproveitar o clima de “aliança” que acreditam ter no Congresso Nacional para finalmente conseguirem aprovar um pacote de medidas que, atendendo aos ditames de quem os financia e orienta ideologicamente, contemple:

  • reforma da previdência, com o fim da vinculação dos reajustes das aposentadorias e pensões ao salário mínimo de quem estiver na ativa
  • venda de ativos/privatização (abertura do capital da CEF é o principal)
  • volta do antigo modelo de exploração do petróleo no Brasil
  • proteção ostensiva ao capital, sem risco de taxação de grandes fortunas (algo que, por covardia, o PT não teve coragem de avançar)
  • redução dos investimentos nas áreas sociais
  • incremento da política de concessão e de privatização de bens e serviços públicos (inclusive nos moldes que o governo do PT fez, mas sem as amarras e precauções observadas)
  • desvinculação constitucional de percentuais do orçamento para educação e saúde
  • “atualização” da CLT com o fim do protecionismo aos trabalhadores que é considerado excessivo e lesivo
  • direito de grave e até emsmo de sindicalziação dos servidores públicos
  • nova e militar relação com os movimentos sociais, buscando a sua sistemática criminalização
  • fim das políticas de valorização das minorias, com a extinção de ministérios e secretarias
  • incorporação do MDA – Ministério do desenvolvimento Agrário pelo MA – Ministério da Agricultura e o fim do apoio à agricultura familiar
  • fusão de ministérios que supostamente atuam de modo convergente
  • rediscutir a estrutura universalizante do SUS
  • rever critério do Fies e pró-Uni, com a implantação da meritocracia
  • fim imediato do “Mais médicos” e do “Ciências sem fronteiras”
  • reforma política com a implantação gradativa da cláusula de barreira

É um ideário para deixar parcela significativa da sociedade com os cabelos em pé.

Infelizmente, até agora não foi possível ler nada sobre dois pontos importantes:

  • fim do imposto sindical
  • fim do fundo partidário

Porque se é verdade que nada justifica o governo repassar dinheiro para as centrais sindicais como preconizam alguns – mas esta proposta não prosperará no governo Temer porque as centrais que mais precisam deste dinheiro ou de outro dinheiro público o estão apoiando (NCST, Força, UGT e CSB), igualmente nada justifica que a sociedade banque a estrutura dos partidos.

A lógica é simples: se cabe ao trabalhador bancar sua entidade sindical é importante também destacar que cabe ao militante partidário bancar a estrutura de seu partido…

Para que serve o Estado?

Talvez fosse melhor indagar: para quem serve o Estado?

A dura e cruel realidade é que, ao longo de nossa história, observamos que houve uma apropriação do Estado por duas forças supostamente antagônicas:

  1. de um lado, a estrutura burocrática e o corporativismo dos servidores públicos;
  2. de outro, segmentos empresariais e produtivos que criaram mecanismos poderosos e perversos (do quais, o  mais visível, é a corrupção endêmica que se estabelece entre uma iniciativa privada que de capitalista só tem a ganância pelo lucro e uma classe política naturalmente sem compromissos com o País – enquanto que o mais repugnante é a impunidade) que os protegem da concorrência e do risco.

E o Estado, que tem na prestação de serviços básicos (educação, saúde, transporte e segurança) aos mais frágeis da estrutura ou edifício social sua razão de existir, acaba penalizando os únicos a quem deveria efetivamente proteger.

Exemplos da distorção do “papel do Estado” estão em toda parte – como, por exemplo, na estapafúrdia prática de usar o subterfúgio do patrocínio estatal para bancar eventos como o Carnaval. Não há lógica que justifique que o Estado, já tão depauperado, ainda se preste à filantropia momesca.

A sociedade precisa discutir qual o efetivo papel do Estado – porque, afinal de contas, a conta é desta mesma sociedade que, muitas vezes, se sente tão anestesiada ao ponto de imaginar que vale mais a pena juntar-se aos sanguessugas do que lutar por uma relação mais justa e na qual o papel do Estado seja servir.

E não servir-se.

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