Blog do Alfredo

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Temer, o incansável e cotidiano cabo eleitoral de Lula para 2018

Já explicitei minha teoria da conspiração, segundo a qual Temer e Lula fizeram um bem-bolado para tirar a Dilma da Presidência – em contrapartida, Temer trataria de aprovar um pacote de maldades, muitas delas simpáticas ao mercado – com quem, cá entre nós, o PT flertou de modo desavergonhado sob o argumento da governabilidade.

E quanto mais o Temer cumpre o seu papel no script, mais trabalho a turma da Lava Jato tem para impedir que a dupla Lula e Temer vençam as eleições em 2018. Há uma parcialidade sem parcimônia entre a turma da Lava Jato, que flerta em muitos momentos com o arbítrio – certos de que a mídia continuará sendo condescendente, omissa e conivente com ilegalidades e ilicitudes. Tudo em nome de impedir que a dupla Lula e Temer concretizem o projeto que armaram.

Mas, é preciso reconhecer: Temer é imbatível na sua cotidiana ação em favor do fortalecimento da candidatura Lula.

É o aumento do combustível, do gás de cozinha, o aumento das passagens aéreas (a despeito do fim da gratuidade de bagagem despachada), reforma da Previdência, manutenção das pensões de filhas de militares, os ataques ao Fies, as ameaças ao Bolsa Família, o fim do Ciências sem Fronteiras, o sucateamento do Minha Casa, Minha Vida, a redução da importância do Enem, a ameaça de tirar o rendimento mínimo dos que chegam aos 60 anos e tantas outras medidas destrambelhadas.

As ações tresloucadas de Temer não apontam para um “palanque” em favor do Lula, mas sim uma verdadeira plataforma a catapultar o nome do ex-presidente – que, ao que tudo indica, deverá enfrentar Bolsonaro…

E talvez por medo do crescimento de Bolsonaro, Temer resolveu dar uma cartada que deve ter julgado decisiva: reduziu a projeção para o aumento do mínimo em 2018. Pouco importa que a redução da expectativa se dê em face de números e índices: importa que o governo Temer, com esta medida, mostra que não está para brincadeira. É Lula… e não quer nem saber!

Ele não para! Ele não cansa! Ele é Temer, o cabo eleitoral…

Mal tinha liberado a publicação do comentário, eis que vem mais uma ação em favor do Lula – copio e colo o texto de Marcelo Brandão, repórter da Agência Brasil:

“Uma das medidas é a alteração na contribuição previdenciária, de 11% para 14%, para servidores públicos com salários acima de R$ 5 mil. Quem ganha acima desse valor terá uma nova tributação, mas somente em referência ao valor que ultrapassar o limite estipulado. Assim, se o servidor ganha R$ 6 mil, a nova tributação incidirá apenas sobre R$ 1 mil.

Na mesma medida provisória, está previsto o adiamento do reajuste para servidores públicos em 2018. “Há uma medida que traz postergação dos reajustes previstos para 2018 para o conjunto de categorias do governo federal que são as mais bem remuneradas e que tinham anteriormente feito um acordo de reajuste por um período de quatro anos”, disse o ministro.”

Eleições 2018: Lula define a pauta e dita o ritmo

Ontem, andando por gabinetes tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, tirei a tarde para conversar com velhos conhecidos e conhecer novos interlocutores. Muitas vezes é mais fácil saber como um deputado ou senador votará, sabendo com quem conversar. Não serve como fonte, mas ajuda a formar um mapa da realidade do País que vamos vivendo.

E algumas constatações são interessantes, outras, apenas refletem os caminhos e descaminhos de nossa política.

Que o Temer vai se safar desta, ninguém duvida. A votação deve ser similar à primeira votação – até porque quem tinha algo para perder, já perdeu. E quem não teve coragem para arriscar o pescoço “antes”, agora sabe que qualquer deslize implica em retaliação – e 2018 tem eleição.

Ficou claro também que o Governo Temer trata a sal sem água quem ousa votar contra os seus projetos – e deputados da base aliada costumam dizer que não conseguem ser recebidos nem pela telefonista de ministros.

Mas, há um tema que acaba atraindo todas as conversas: Lula.

Na medida em que conversei com amigos que atuam com vários congressistas, de distintos partidos e esparramados em regiões, o assunto sempre acabava sendo a indagação e muitas vezes a indignação tinha como mote central a contrariedade com os números apresentados por pesquisas eleitorais.

Tenho a opinião de quem o Lula, multiprocessado r provavelmente impedido de participar das presidenciais em 2018 conseguiu vender-se como vítima de injustiças, perseguido pela justiça e aquele que vai reparar todo o “mal” que o Governo Temer personaliza, com reformas e mudanças em legislações.

Lula não tem sido confrontado politicamente sobre os desmandos que aconteceram em seus governos e nem das contradições de um governos “dos trabalhadores” que propiciou os maiores lucros aos banqueiros. Claro que conta com uma capa protetora que está nos milhões de brasileiros que saíram da linha da miséria, mas as contradições mais profundas não tem sido exploradas pela oposição.

Esta mesma oposição, que em 2003 delegou para a mídia o papel de contraponto ao governo do PT, continua sem saber fazer política, continua sem um eixo, sem um rumo, sem um norte ou uma proposta alternativa. Digladia-se na disputa personalista e na necessidade de salvar o pescoço de aliados – sem perceber que ao optar por essa estratégia, mantém Lula como o único ator efetivo do tabuleiro eleitoral.

Este marasmo no campo dos “contra” poderia ser ocupado por Marina, mas ela tem sido omissa em momentos cruciais e também não está aproveitando o vazio político do centro para se mostrar como uma alternativa viável e diferente.

Sobra, pois, todo um espaço para que Jair Bolsonaro se apresente como um nome “contra tudo isso”, sem especificar o que ele pensa de questões fundamentais como Bolsa Família, Fies, Renda Mínima, pensões de viúvas e filhas de militares, condução das políticas econômicas, papel dos bancos públicos, privatizações…

E Bolsonaro cresce porque o campo da esquerda cai na esparrela do deputado e centra sua discussão em temas que ele se sente confortável em atuar – inclusive por conta da fadiga de boa parte da comunidade com a sensação de impunidade e de insegurança que existe no Brasil.

Quanto mais a esquerda e o centro teimarem em tratar a candidatura de Bolsonaro como uma impossibilidade política, mais ele se fortalece junto ao eleitorado. Porque ele não é confrontado – ele é ridicularizado, como se isso fosse o suficiente.

Alguns lembram do crescimento de Marina em 2014 quando, em um determinado momento passou a colocar em risco a dobradinha Aécio e Dilma para o 2º turno e os dois grupos se uniram e rapidamente desconstruíram a sua candidatura.

Não sei se a desconstrução de Bolsonaro será tão fácil, porque há uma percepção muito forte na sociedade que tanto Lula, quanto Marina, Ciro ou o nome que o PSDB ungir para a disputa será “mais do mesmo” – porque, gostem ou não, a verdade é que o único “nome” que não condiciona sua pré-campanha ao que Lula faz, pensa e promete é Bolsonaro.

Doria – deixou de ser pré-candidato para ser apenas caricato

Bem embalado, empacotado e com seus deslizes administrativos e seus pecados de lobista cuidadosamente maquiados – transformando em empresário de sucesso quem nunca nada produziu, além de viver às custas de governos – Doria não conseguiu manter-se muito tempo dentro do figurino do produto que o marketing criou.

Claro que vencer o PT hoje não chega a ser mérito de ninguém, dada a rejeição que o partido enfrenta por conta de uma reiterada campanha de desconstrução da sigla. E nem vou entrar aqui no mérito ou nos equívocos, mas diria que o PT paga mais por seus acertos do que por seus erros, ainda que entre os seus maiores erros esteja exatamente o de não ter rompido com o status quo ao vencer as eleições em 2002.

Muitas vezes eu discuti com petistas lembrando que a sigla havia vencido uma eleição, o que era bem diferente do que “ganhar” o governo. Ou seja: ao não romper, Lula e o PT pagam o preço da governabilidade – dentro daquilo que o PSDB de maneira muito lúcida chamou de “presidencialismo de cooptação”.

Doria, que vive e enriquece dos governos (inclusive do PT) desde os anos 80, foi vendido como símbolo do sucesso – um case patético, o arquétipo sonhado pelos anti-petistas: rico, sem rugas (prestes a completar 60 anos), com esposa bonita e esbanjando sucesso.

E o eleitorado paulista – que também é símbolo da decadência da aristocracia brasileira, mas ainda tenta manter o antigo ar de superioridade – comprou o candidato, como quem compra um pacote de sabão em pó.

Durante a campanha eleitoral de 2014 estive em São Paulo duas vezes – uma bem próxima às eleições (Feira da Abav de 2014, em setembro). E perguntei ao taxista que me conduzia pela via expressa, porque ele tinha dito que votaria no Doria e ele sintetizou: ele é contra o PT, logo ele que antes havia dito que tinha comprado um apartamento pelo minha Casa – Minha Vida e que a filha fazia jornalismo (eu estava com colete e máquina fotográfica) graças ao Fies.

Ou seja: alguém que tinha sido duplamente beneficiado por políticas dos governos do PT, iria votar e tinha adesivo no carro de alguém que tinha como mérito ser… contra o PT.

Foi assim que Doria, o velho sanguessuga de verbas públicas, virou o herói.

E teria, acredito, vida longa se o novo de repente não esquecesse que aquela figura que o marketing eleitoral criou deveria ser sempre aquela figura que o marketing criou. Mas o velho sanguessuga, o velho fanfarrão, não se conteve e resolveu mostrar que a ambição era muito maior do que a razão e começou a atropelar a moralidade – quando começou a conceder benefícios e contratos aos patrocinadores de “sua” entidade – a Lide, que inclusive concedeu prêmio ao Moro.

O que dizer da sua insistência em usar produtos próximos ao vencimento para transformar em ração para os pobres – tratando-os como animais? E, desmoralizado na sua proposta, eis que ele volta com a ideia de agora fazer com que os alunos da rede pública de ensino comam a ração.

É muita estupidez…

E ele que surgiu como uma possibilidade, como uma alternativa ao próprio PSDB, revelou-se incapaz de entender que tudo na vida tem um timming, que toda ação gera uma reação e que a exposição excessiva e de modo forçado acaba gerando um risco de “queimar” a figura.

E depois de surgir com uma roupagem de modernidade, a cada momento o Doria prefeito se revela mais a figura acabada daquilo que ele o Doria candidato dizia ser a negação – elitista, presunçoso, arrogante e incapaz de aceitar críticas.

Vai definhar nas pesquisas, por mais que os meios de comunicação continuem tratando ele como alguém exótico, como alguém engraçado, caricato – uma espécie de bobo da corte. Ao romper as regras de lealdade dentro do PSDB, Doria se encaminha para ser apenas um político paulistano – no que de pior isto pode representar.

Isolado, PT-DF tenta garimpar “um” candidato ao Buriti para 2018

Antes força definidora das alianças políticas no DF, o Partido dos Trabalhadores na Capital Federal se vê às voltas com um quadro inusitado: ninguém quer ser candidato ao governado local em 2018. As principais estrelas do partido, conhecidos como “capas” e que comandam tendências, desta feita estão mais preocupadas em garantir um mandato parlamentar a partir de janeiro de 2019 do que sonhar com a cadeira do Buriti.

Na busca de um nome, os petistas já procuraram José Geraldo, hoje afastado da legenda e ex-reitor da UnB. A despeito de ter se sentido lisonjeado, declinou da generosa oferta, mostrou-se disposto a colaborar com o partido na formulação de propostas, mas não quer a missão suicida.

O nome da vez é Eugênio Aragão, participou do MP, ex-ministro da Justiça de Dilma e professor titular da UnB – que parece ter o perfil talhado para este momento: é bom de palanque, tem capacidade jurídica, não foge da luta. Para alguns, pode ter pouca viabilidade eleitoral em 2018, mas com a visibilidade ocuparia o protagonismo de um espaço que hoje o partido perdeu.

A situação do PT na capital é muito delicada.

Seus aliados tradicionais e históricos hoje constroem outros caminhos – muito por conta do impasse jurídico que envolve a candidatura de Lula à presidência, porque são dois caminhos totalmente distintos. Os partidos, no entanto, costumam reclamar da ingratidão do PT em momentos pós-eleitorais, mormente nas vitórias.

O PDT, que poderia ser uma alternativa, depende da candidatura presidencial de Ciro e seu aliança com o PSB – o que sepultaria qualquer conversa local, até porque o Lupi (presidente do PDT) não brinca e não aceita deserções. O PCdoB hoje vive uma crise de identidade, tendo se transformado no mais fiel aliado de Rodrigo Maia (Dem) e aqui no DF não se sabe qual o rumo que seguirá. Cristovam, do PPS, que chegou a flertar com uma candidatura ao GDF e depois fez banners em redes sociais anunciando-se candidato à presidência da República, voltou ao seu devido tamanho político e sonha com mais um mandato de Senador – ele que nos dois anteriores, nada fez de útil ou produtivo para o DF. O chamado campo rorizista está minado de candidaturas e de candidatos a candidato, engalfinhando-se para ver quem será o nome – que, na avaliação deles, é coisa de favas contadas. Qualquer que seja o ungido em algum ritual de pajelança.

Dentro deste quadro, o PT tenta acomodar seus nomes e suas vaidades, de modo a que não fiquem sem mandato e possam pensar em fazer política mais sossegadamente no futuro. Neste momento, os projetos pessoais e as demandas urgentes da vida política não passam pelo Buriti.

Como disse um petista bem humorado, o maior risco do PT-DF é ter como único aliado em 2018 o Pros, que hoje tem o senador Hélio Gambiarra como seu “representante”.

Lava Jato agoniza sem ter cumprido sua única razão de ser

Por mais que se entenda o chororô da turma da Lava jato, mas eles sempre foram reles barnabés do segundo escalão – alçados a uma condição de proeminência e destaque não pela capacidade pessoal, qualificação profissional ou idoneidade, mas pela missão a qual eles foram designados: alimentar a mídia com um noticiário tendencioso, liberando informações truncadas e transformando a palavra de criminosos em “suspeitas” – como se elas tivessem o poder legal de substituir as provas.

Escutar o chororô dos procuradores é um prêmio para quem teve que conviver com a estúpida arrogância que a plena percepção de impunidade gera em agentes públicos. Alçados a uma condição de paladinos, encheram os bolsos com palestras e diárias, tudo com a covarde omissão e conivência da mídia.

Afinal de contas, havia – e ainda há! – um objetivo central no manto de proteção: atacar o PT e impossibilitar a candidatura de Lula.

E vou deixar bem claro mais uma vez o meu posicionamento e a razão pela qual sempre considerei a Lava Jato uma farsa: a eletividade e a seletividade das ações – tanto da PF, Ministério Público e o Judiciário. Ninguém lerá um apanhado meu dizendo que o Lula é inocente, porque este não é o meu papel. Dizer se o Lula é inocente ou culpado é papel da Justiça – mas não uma Justiça que prima pela parcialidade de suas ações, de seus atos e de suas decisões.

Se o Moro, a PF e a Lava Jato até hoje foram incapazes, incompetentes, ineptos e fracassaram na única missão para a qual existiram, é hora de pensar seriamente até que ponto vale a pena continuar deixando que segmentos atuem a margem da Lei apenas para saciar o desejo de punição de grupos que os mantém, que os sustentam e que os protegem na mídia.

Negar as evidências de que há uma profunda proximidade eletiva entre Moro e os trombadinhas do PSDB é querer tapar o sol com a peneira – e as fotos com perversa intimidade, trocas de afagos e gestos de cordialidade entre um juiz e corruptos é a prova cabal de que a ação central da Lava Jato nunca foi o combate à corrupção.

Desde o seu surgimento, a Lava Jato sempre teve uma só preocupação – e foi assim no seu começo e será assim até o seu final, que a turma já pressentiu que está chegando. Está chegando e em lugar de terem a dignidade de uma postura de hombridade, disfarçam e tentam misturar alhos com bugalhos.

Lembro de uma entrevista com um dos tantos envolvidos na operação Mãos Limpas, quando ele reconheceu que aquela operação não apenas não terminou com a corrupção, mas depois de um período de êxito midiático, gerou uma reação na classe política.

É isto que estes tolos deslumbrados com os holofotes circunstanciais não querem ainda entender – e o recado do Jucá foi claro: é preciso estancar tudo isso.

A Lava Jato poderia sim ter contribuído com uma melhora do ambiente político, mas preferiu atuar de modo partidarizado, de modo seletivo – sempre com o esmero de proteger os seus. No pior sentido da história, a Lava Jato repete os erros da operação do Banestado, pelas mesmas razões: proteger determinadas figuras políticas, determinadas lideranças.

Mas a turma da Lava Jato levou seus rancores pessoais, suas frustrações e suas idiossincrasias a defender uma tese esdrúxula que o vírus da corrupção foi inculcado na política nacional pelo PT em 1º de janeiro de 2003.

E não aceitaram os depoimentos que apontavam que o PT não foi o criador da corrupção, foi apenas incapaz de romper com  a prática – repetindo o modus operandi e os próprios operadores do ancien régime. Se cabe uma acusação complementar ao PT é que o partido, seduzido pelas benesses do poder, pelos salamaleques de cortesãs não se preocupou em se blindar, acreditando na pureza de antigos bandidos, subitamente transformados em aliados preferenciais.

A Lava Jato não teve capacidade de prestar o serviço que o Brasil queria e que os brasileiros sonharam porque ela se tornou uma frente de ação política. Um braço auxiliar da oposição – incapaz de pensar uma alternativa política para o Brasil.

E a exemplo do que ocorreu na Itália, também aqui a realidade e os riscos de que o que era para atingir uns, acabou atingindo aliados (a despeito de todos os cuidados), paciência do establishment terminou e os meninos deslumbrados com os holofotes e com muita exposição na mídia estão sentindo que o brinquedinho que tinham em mãos está fugindo por entre os dedos.

A própria prisão depois de sentença em 2ª Instância foi uma concessão de risco, na expectativa de que facilitaria a prisão do Lula – uma imagem que permeia o sonhos de muitos, principalmente do povo da Lava Jato. Tentaram de tudo: condução coercitiva, definição de prazos, desrespeito ao processo legal – enfim: tudo foi feito e aceito porque era parte de um roteiro que tinha um só objetivo: enjaular o Lula.

Acontece que o trem não aconteceu no tempo combinado, por ações atabalhoadas do MP, por erro de cálculo do Lula ou, como disse um frustrado delegado da PF: por perda de timing.

E como quem está mais perto da prisão são quem antes os protegiam, incentivavam e respaldavam inclusive suas arbitrariedades, a reação está em andamento: o STF deverá reavaliar a prisão depois do julgamento em 2ª Instância.

Também há a convicção de muitos juristas e operadores do Direito de que quando estas ações hoje midiáticas chegarem ao STJ, a maioria delas deverá ser reformada, inclusive com a declaração de inocência de muitos hoje condenados por força da pressão da opinião pública por uma razão muito simples: ausência de provas.

Mas nem tudo está perdido para o pessoal da Lava Jato: eles sabem que o TRF da 4ª Região não os deixará na mão: mesmo só com evidências e sem provas, certamente terão tempo de condenar o Lula em 2ª Instância e impedir que ele concorra em 2018 – contando com uma celeridade jamais vista em termos de processos naquela Corte. Afinal de contas, eles terão de completar o serviço que o povo do MP, da PF e do Judiciário em Curitiba, a despeito de todo apoio, da imposição de instrumentos de excessão, não tiveram competência para realizar.

 

 

Mesmo sem franquia de bagagem, passagens aéreas aumentam

Eu não sei se o pessoal da ANAC é só ingênuo ou só mau-caráter. Não tem como ser os dois ao mesmo tempo, porque daí é ofender aqueles que acreditam em papai noel, em livre concorrência, em transparência empresarial.

Quando soube-se que haveria uma Portaria determinando o fim da gratuidade das bagagens, houve um alarde muito grande de que isto implicaria em redução no preço das passagens – alguns mais pessimistas acreditando que elas poderiam baixar até 12% e os ilusionistas acreditavam que a queda chegaria a 20%.

É preciso ser muito estúpido para acreditar que ainda exista almoço de graça – e ninguém, mas ninguém mesmo, vai tentar ser honesto em um País onde o chefe da Nação já foi chamado de chefe de quadrilha. Por qual razão os empresários do setor aéreo haveriam de cumprir o que prometeram se a Portaria não exigiu nenhuma contrapartida?

Podem me dizer o que quiserem, mas nada tira de meu foco a interpretação mais lógica: Temer, seus ministros e asseclas trabalham diuturnamente pela volta do Lula. É o preço do gás – e o botijão de 13kg a R$ 100 até o fim do ano. É a gasolina a R$ 4,70. É a suspensão do Fies para 2018. É o aumento médio de 35,9% das passagens aéreas – sem contar as tarifas escorchantes. Este povo do Temer trabalha 24 horas por dia em favor do Lula – e depois querem que o Moro resolva a eleição!

Voltemos às passagens – e vou transcrever aqui o que o Estadão disseminou para quem contrata o seu serviço:

“Ao contrário do que se esperava quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permitiu que as companhias aéreas passassem a vender passagens que não dão direito a despachar bagagem, o preço das tarifas tem subido desde que as empresas começaram a adotar a prática. Entre junho e setembro, essa alta chegou a 35,9%, segundo dados da FGV. De acordo com levantamento do IBGE, entretanto, a elevação foi mais moderada, de 16,9%.”

Já a Abear – Associação Brasileira das Empresas Aéreas e responsável pelo lobby do setor, aponta que “entre junho e o início de setembro, as tarifas recuaram de 7% a 30% nas rotas domésticas das companhias que adotaram a cobrança da mala despachada (Azul, Gol e Latam)” – sem especificar metodologia, base de análise e mesmo auditoria dos dados.

A Abear, por sinal, tem se esmerado em fortalecer seu lobby no Congresso Nacional buscando evitar que os deputados votem um projeto de resolução, já aprovado pelos senadores, sustando os feitos perversos da Resolução 400 da Anac que determinou o fim da franquia de bagagem sem exigir nada das aéreas – apenas a promessa de boa vontade…

Temer, incansável cabo eleitoral do Lula

Por mais que a turma da Lava Jato, junto com boa parte da mídia, se esmere em querer enfiar goela abaixo dos brasileiros de que evidências servem como provas, indícios são suficientes para condenação e necessidade pessoal justifique punir aqueles apontados como inimigos, a verdade que o ex-presidente Lula conta com um cabo eleitoral de primeira qualidade, que trabalha 24h por dia no único objetivo e fazer com que o ex-metalúrgico vença em 2018.

Funciona de modo cotidiano.

Não há dia no qual o Temer não faça questão de dizer ao eleitorado: olha, vocês precisam votar no Lula. O Lula é a sua única alternativa.

O caso mais aterrador é o do gás de cozinha – que não é apenas uma das principais fontes de renda do tráfico nos morros cariocas, mas serve como uma catapulta a arremessar o nome de Lula para a liderança nas pesquisas eleitorais.

Hoje, por exemplo, a Petrobras anunciou mais um pequeno reposicionamento nos preços: mais 12,9%. Com um detalhe: apenas para o gás de cozinha, vendido em botijões de até 13 quilos. Com isso, as famílias sofreram com aumento de 47,6% do gás de cozinha desde o dia 7 de junho.

É preciso realmente tirar o chapéu para o Lula: diante da teimosia de Dilma em disputar a reeleição – ela que nem deveria ter sido candidata em 2010 – ele foi fazer aliança com o Temer; instigou ele a lançar o Eduardo Cunha para a presidência; pediu para o Aécio espernear pela derrota. Porque se a Dilma ainda estivesse na presidência, Lula hoje não teria 5% dos votos – tal a quantidade de trapalhadas que já teria cometido.

Perspicaz, Lula se aliou ao Temer porque entendeu que apenas ele poderia ajudar a tirá-lo das catacumbas e do rancor ao qual estava fadado, por conta das maluquices de sua “criação”, que nunca virou criatura e se revelou um monstrengo.

É dentro deste contexto que é preciso entender as ações do Temer. Ele e seu governo – que na verdade tem a equipe econômica dos sonhos do Lula – atuam 24 horas em favor do ex-presidente. E o resultado é perceptível nas pesquisas.

Para mostrar que é mesmo leal ao Lula, Temer foi além: isentou comércio e indústria do reajuste do gás.

 

 

O ego ainda vai enterrar o Doria

Os rompantes de Doria, que atua no cotidiano como se ainda estivesse em um talk show, servem para o aplauso dos puxa-sacos que existem (pagos com recursos públicos) para elogiar/bajular e alimentam a percepção de que é muito fácil fazer com que o showman se revele um destrambelhado. Pela incapacidade de ficar quieto, usa a boca para enterrar aquilo que os marqueteiros conseguiram criar.

Feito garoto mimado – antigamente dizia-se que era típico de guri criado pela avó – Doria não sabe conviver com a contrariedade. Comandado por um ego doentio, o episódio dos ataques preconceituosos em lugar de ser razão dele continuar se vangloriando, deveria fazer com que o prefeito procurasse acompanhamento psiquiátrico. No mínimo e com urgência.

Sem estrutura emocional para conviver com a pressão, Doria hoje é um cadáver preconceituoso – que em lugar de ser o novo que a propaganda tentou vender, é apenas o arquétipo do esclerosado que a pele lisa e sempre bem vestido tenta esconder. Lembrando Pessoa, é um cadáver adiado – cuja única razão de existir foi a percepção das equipes de marketing de que dava para vender um fusca velho como se fosse uma mercedes.

FHC paga até hoje o preço de ter chamado de vagabundo quem, mesmo com plenas condições, se aposenta antes dos 50 anos. O fruto do seu destempero está nas redes sociais e hoje serve como uma marca do pré-sexagenário Doria (completa 60 anos em dezembro): basta cutucar o vaidoso e ele se perde nas tamancas.

É de se imaginar as pérolas que a figurinha midiática geraria em caso de uma campanha presidencial, quando forem desenterrados seus atos nada republicanos quando comandou a Embratur no começo dos anos 90 (e a forma nebulosa como conseguiu sua miraculosa absolvição), os apoios financeiros sistemáticos de governos do PSDB e o fato de ter feito fortuna sem jamais ter tido qualquer atividade produtiva – apenas através do lobby que, ao menos que eu saiba, ainda não é atividade regularizada no Brasil.

Este episódio criou esta dimensão por ter sido, além de uma série de insultos grosseiros, contra alguém da sua laia – porque quando Doria atacava petistas, o Lula e era grosseiro contra as mulheres, daí estava tudo bem.

Depois desta trapalhada, talvez ele se dê conta de que tenha que virar prefeito e daí a porca definitivamente torcer o rabo: em quase 60 anos, será a primeira vez que ele efetivamente terá de trabalhar.

Rollemberg, o medíocre com sorte. Para azar de Brasília

Entre os treinadores do futebol brasileiro, cada qual vai construindo seu pefil, sua história: Murici, o ranzinza; Tite, o padre; Joel Santana, o folclórico; Renato Gaúcho, o falastrão; Luxemburgo, o “professô dos pojetos” e assim por diante. Levir Culpi, hoje no Santos, é conhecido por ser um exímio contador de histórias.

Uma delas inclusive é o nome do seu livro (Burro com sorte), com as suas histórias ao longo de 50 anos de futebol.

Ia o ano de 1989, Levir treinava o Criciúma, perdia um clássico regional de SC contra o Joinville. Precisando de um gol, tirou o centroavante e colocou um meia.

Diante da substituição estranha, um torcedor começou a chamá-lo de “burro”.

Eis que o meia, faz o gol do empate e depois ele vai até o alambrado e procura o torcedor e quando o encontra, o torcedor sentencia: “Seu burro com sorte”.

Uso esse gancho para falar do governador do DF – um medíocre que sempre contou com a sorte – a começar pelo fato de não precisar fazer concurso para virar funcionário do Senado Federal. Valeu-se do sobrenome, valeu-se da politicagem. E, cá entre nós, nada mais torpe, vergonhoso e desabonador para alguém do que carregar a pecha de incompetente até para conseguir emprego por seus próprios méritos.

A história de Rollemberg mostra um político oportunista e sem produção legislativa. Foi secretário de turismo no governo do PT entre 1995 e 1998; deputados distrital entre 1999 e 2002, eleito com os votos do PT. Tentou um voo solo em 2002 lançando-se ao GDF e acabou em terceiro lugar. De volta aos braços do PT, assumiu a Secretaria Nacional de Inclusão Social, do Ministério da Ciência e Tecnologia – e a sua passagem é marcada por muitas denúncias. Com o uso da máquina do Governo do PT, elegeu-se deputado federal em 2006 e, só para variar, teve uma ação legislativa dentro do seu padrão.

Em 2010 elegeu-se senador – eram duas vagas – na bacia das almas e outra vez carregado eleitoralmente pelo PT. Em 4 anos no Senado, nada.

Quando assume a candidatura ao GDF em 2014, pode-se dizer que de novo seu maior cabo eleitoral foi o PT – nesse caso, o caos que foi a gestão de Agnelo, engolido pelas obras do Estádio Nacional, uma obra que é um monumento aos desperdício de dinheiro público.

E o que se observa nesses mais de mil dias de trapalhadas administrativas, de medidas tresloucadas para beneficiar financiadores de campanha e para tentar encontrar sempre algum culpado? Nada, absolutamente nada.

Nesses mais de mil dias, Rollemberg conseguiu dar razão às piores e mais nefastas perspectivas que as pessoas tinham em relação ao seu governo. Por vezes converso com seus eleitores e mesmo pessoas que financiaram sua campanha e, quando confrontados com a bizarrice deste governo, dão de ombros e assumem: o mais importante era tirar o PT.

E no lugar do prometido “Choque de gestão”, Rollemberg foi chocando as pessoas com a voracidade com que se jogou nos braços de aprisionados para buscar a governabilidade – tendo em vista que seu partido não tinha e nem tem nenhum Distrital (alguém pode dizer que isto não faz mal, afinal de contas, o DF também não tem ninguém no comando do GDF).

E a única coisa que realmente seria impossível, ele está conseguindo: a proeza de fazer um governo pior do que a trinca de incompetentes que pavimentou o seu caminho (Arruda, Rosso e Agnelo). Cá entre nós: é preciso ser muito medíocre para conseguir tal feito.

Ele que usou como bordão o “choque de gestão” para solucionar tudo, tomou um choque de realidade e se deu conta de sua própria mediocridade.

Para o azar dos moradores de Brasília…

O que é Medíocre:

Medíocre significa mediano, sofrível. É um adjetivo de dois gêneros que qualifica aquele ou aquilo que está na média entre dois termos de comparação , ou seja, que não é bom nem mau, que não é pequeno nem grande etc. Por exemplo: “Um livro medíocre”.

A expressão medíocre é usada também para fazer referência àquele ou àquilo que tem pouco merecimento, que é ordinário, insignificante. irrelevante, vulgar.

O adjetivo medíocre é normalmente utilizado para qualificar aquilo que está abaixo da média, que possui pouco valor, pouca qualidade, algo ordinário e insignificante, mas, é muitas vezes usado como um insulto, no sentido pejorativo, no intuito de agredir verbalmente.

Ser medíocre significa não ter qualidades ou habilidades suficientes para se destacar naquilo que se propõe a fazer, seja na vida pessoal ou profissional. Uma pessoa medíocre é vulgar, tem poucas qualidades, é uma pessoa pobre do ponto de vista intelectual.

Mediocridade é um substantivo feminino que nomeia o estado ou a qualidade do que é medíocre, que revela ausência de mérito, vulgaridade, indivíduo medíocre, sem talento.

Extraído de www.significados.com.br/mediocre/

Lula, o último caudilho da política nacional

Tem uma música lá no RS, Trote, composição de João Pereira e Nenito Sarturi que em certo momento diz:

“Mas a vida em seu galope
Não dá alce e corcoveia
E ensina que andando a trote
A rodada é menos feia”

A despeito de uma certa dificuldade que alguns poderão ter com o desconhecimento do linguajar xucro e barbaresco da gente lá da minha terra, os versos podem ser substituídos pro algo como “apressado come cru e quente”.

Tenho tentado conversar com as pessoas, mostrando que a cegueira e o ódio com que elas tentam reinventar a realidade acaba tendo um preço muito significativo. De uns tempos para cá, basta que alguém comece a destilar impropérios contra o PT e contra os petistas e logo se forma uma platéia, mais para patuleia (não no sentido da Revolução de 1836) – aqui compreendida a pobreza mental.

Não é preciso ter conteúdo, não é preciso ter argumentos, não é preciso seguir uma linha de raciocínio, não se faz necessária uma reflexão. Lembra, em certo sentido, um bordão do começo dos anos 80 e que era mote em eleições sindicais e de entidades de classe: “Fora pelegada”.

Bastava isso para que já tivesse uma plataforma eleitoral estruturada.

O mesmo vale para obter a salivação raivosa de tantos: basta falar mal do PT – e não que o PT e os petistas não façam por onde – e há um regozijo no ar,  uma sentimento de conforto: opa… este é dos meus.

E por conta deste reducionismo intelectual e pelo abandono do processo dialético e da discussão que vá além dos estereótipos, estamos antecipando o período eleitoral de 2018. E em lugar de estarmos discutindo as propostas que os candidatos têm, estamos envoltos em um Grenal ridículo e no qual só tem um perdedor: o Brasil.

Os dois lados esperam por Moro, para decidir o que fazer em 2018. E Moro espera por um milagre de que apareçam em suas mãos mais do que evidências, convicções e vontades para que possa enfim cumprir a missão para a qual foi escalado, guindado do ostracismo de um magistrado que atuou por conveniência no episódio do Banestado e que se viu alçado a condição de justiceiro, de única alternativa para impedir a volta de Lula ao poder.

E enquanto os dois lados esperam, o que fazem?

Um lado – o PT – expõe toda sua dependência ao carisma de Lula, que serve como um pólo aglutinador de todas as forças internas do PT e de grupos (em muitos partidos) que se sentem atraídos pelo seu carisma.

Como alguém que não quer ver a realidade, o PT – ao menos para o grande público – não aceita nem ao menos pensar em Plano B. A ausência de alternativas mostra não a convicção, mas exatamente a sua fragilidade, a sua dependência pela figura central. Em um exercício de futurologia, pode-se dizer que o PT sem o Lula deixará de ser um partido nacional para ser um partido regional, onde os caciques de cada estado definirão segundo seus interesses e suas conveniências de sobrevivência (este sim o instinto mais forte do ser humano, ainda mais do político).

Em outras palavras: por não se ter renovado, por não ter apoiado a formação de novas lideranças, o PT passará a ser como o PMDB que tem um dono em cada estado e um chefe da quadrilha toda; será uma espécie de PSDB onde os mandaletes farão o serviço que os chefetes consideram indigno e que os chefes precisam que seja feito.

A bem da verdade, Lula é o último caudilho da política nacional – populista, carismático e sem posicionamento ideológico definido, com habilidade para transitar em todo o campo da centro-direita e até a centro-esquerda, sem ter, na realidade, compromisso com nenhum destes campos.

O compromisso do Lula é com o seu projeto pessoal. Como era a postura de outros caudilhos (Sarney, ACM, Bornhausen, FHC, Brizola) – para ficar apenas nos mais recentes.

Ou as pessoas já esqueceram o vai-e-vém de ACM – entre a alcunha de “Malvadeza” e “Ternura”; Sarney de decrépito e responsável pela pauperização do povo do Maranhão, até “ícone” da redemocratização.

E o outro lado – que tinha um patrimônio eleitoral de muitos milhões de votos em 2014 como trunfo, hoje tem em suas mãos algumas penas descoloridas dos embates que consomem as entranhas do ninho tucano. Vergastado pela debacle de Aécio, o PSDB nem teve tempo de comemorar a vitória de Dória e já se viu diante de outra luta fratricida, marcada de traições.

Alckmin que assitia de camarote a derrocada de Aécio, inclusive com um sentimento de pequena vingança pessoal por conta da falta de empenho de Aécio em Minas no 2º turno da eleição presidencial de 2006, quando conseguiu a primazia de diminuir a sua própria votação.

Quando Alckmin pensava estar com o caminho livre – afinal de contas Serra sofre com doenças e com denúncias – principalmente depois de fazer de uma figura velha e conhecida do submundo da política uma alternativa “nova” e elegê-lo prefeito da principal cidade do País, eis que a criatura que era bizarra, folclórica e motivo de chacota pelo modo de administrar via whatsapp, resolveu, diante da ausência de alternativas, assumir o discurso “anti-Lula” no ninho tucano – um nicho já ocupado por Bolsonaro.

E trocando bicadas, o que fica claro: é apenas uma disputa pelo poder, por voltar a ter acesso aos cofres públicos (de onde, diga-se de passagem, Doria SEMPRE buscou recursos para construir sua fortuna pessoal).

E aí está o grande problema, a razão pela qual, no meu entendimento, somos o país do futuro que nunca chega: nossa falta de memória. Nossa incapacidade de pensar com a cabeça. Somos o tempo todo induzidos a pensar com o fígado, a pensar com rancor – porque desta maneira não é necessário “refletir” sobre nada.

Esta é, na minha opinião, a razão pela qual as pessoas se sentem mimetizadas a repetir chavões contra ou a favor, sem nenhum compromisso com a realidade. Elas sabem que esta simplificação é o caminho mais fácil para o aplauso – nem que sejam aquelas palmas protocolares que se escutam ao final de velórios.

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