Blog do Alfredo

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Em 2018, qualquer um – menos Rollemberg

Repete-se no fim de 2017 um discurso que era recorrente em fins de 2013: qualquer um, menos Agnelo. O nome da vez, em 2017, é do senador que estava na boa vida, em 2013, sem nada fazer, sem nada de trabalho e só fazendo aquilo que mais gosta: saudar a chuva. Convencido que bastaria vendê-lo como sabão em barra de qualidade e ninguém perceberia que sua biografia era de sabão em pó de péssima qualidade – destes que nem o governo tem coragem de incluir em cestas…

Se Agnelo fez um governo marcado pelos fantasmas dos tempos de ministro dos Esportes, com uma equipe de comunicação bizarra, ineficiente e infantilizada em seu modo de trabalhar, carregando o peso das contradições e do desgaste do PT, além dele próprio carecer de ambição e gosto pelo trabalho, Rollemberg consegue ser ainda pior do que o seu antecessor.

E conversando com empresários – muitos daqueles que em 2013 diziam que “serve qualquer um, menos o Agnelo” – há uma unidade quanto ao fato de que, para o bem do DF, é preciso defenestrar Rollemberg da cadeira, para a qual foi guindado muito mais por falta de opção política do que por qualificação para o cargo.

E dentro deste cenário, há uma profusão de candidaturas – inclusive há uma tentativa de criar algum ou alguma outsider, mas até o momento são nomes caricatos que buscam ocupar o espaço vazio. Ainda que não passem de opções vazias.

Muitos destes empresários nutrem simpatia por Jofran Frejat, mas colocam um porém: Jofran é um bom nome, o problema é quem vem junto… O que os empresários temem é a volta dos tempos de extorsão e de pressão que foram marcas de ação política dos governos de Roriz e de Arruda, sem contar a proximidade de alguns nomes que causam pavor em quem desenvolve atividade produtiva.

Caso Jofran consiga se distanciar dos grupos que todos acreditam ter poder de interferir em sua ação – mais precisamente os cadáveres políticos representados por figuras como Arruda, Luis Estevão, o estigma do que ainda resta de Roriz, Fraga, Paulo Octávio, Izalci e tantas figuras que se mostram sempre à espreita por acesso ao poder – ele pode sim se viabilizar eleitoralmente, até porque não há, contra ele, nenhuma acusação.

Descolar destes cadáveres será uma tarefa delicada, porque há muitos comensais visíveis e outros tantos ocultos. Mas a sua viabilização eleitoral efetiva para 2018 passa por esta dissociação com um modo de política que se enraizou no DF há muitos anos e do qual Rollemberg não conseguiu se afastar – pelo contrário.

No DF, sobram candidatos às duas vagas ao paraíso em 2018

Atribui-se ao gênio e frasista Darcy Ribeiro a definição de que o Senado Federal é o paraíso sonhado – lugar onde não se trabalha, recebe-se toda sorte de salamaleques, tem um poder ilimitado, não sofre cobranças, pode viajar de graça pelo mundo, tem mordomias incalculáveis, pode nomear amigos, parentes, amantes e tudo fica por isto mesmo.

E em 2018 o eleitor do DF terá a oportunidade de conceder este salvo-conduto dos sonhos há dois literalmente eleitos.

Ficarão vagas e estarão em disputa as cadeiras de Cristovam Buaque – que em dois mandatos conseguiu a proeza de não apresentar nenhum projeto, ser uma figura caricata e quase sempre viajando, isto quando não está na “Casa” divagando. A outra não é uma “vaga”, mas um vazio em termos de representatividade e ética – com o fim da passagem de Hélio Gambiarra pelo Senado – ele que chegou até este posto sem ter nenhum voto (vale lembrar que foi candidato a Distrital e conseguiu a proeza de ters eis votos), sem ter nenhuma proposta e nenhuma qualificação. E como chegou até lá? Pela existência de uma das tantas excrescências da política nacional que é a figura do “suplente”.

O DF, por sinal, faz tempo – muito tempo – que não tem uma representação decente no Senado – lembrando que dois ex-senadores estão presos (Gim Argello e Luis Estevão), um faliu o império que recebeu do pai (Valmir Amaral), um definha (Roriz), um foi preso e hoje é um cadáver político que de vez em quando surge como um espectro a provar que o crime sempre vale a pena (Arruda). Teve ainda Valmir Campelo, que depois do episódio nunca esclarecido dos dólares nas eleições de 1994, cumpriu o mandato no Senado e ganhou como prêmio o cargo de Ministro do TCU.

Mas… e para 2018?

O que não falta são candidatos, sendo que alguns nomes já estão com suas candidaturas na rua: Chico Leite, da Rede; Jofran e Fraga, do consórcio rorizista-arrudiano; Cristovam, que terá de enfrentar a primeira campanha sem o apoio do PT; e o próprio PT que tem o Distrital Wasny de Roure já colocado, mas alguns petistas preferem e defendem outros nomes com vistas a facilitar seus próprios interesses eleitorais. Nos últimos dias, a Universal (em conjunto com outras representantes da chamada teologia da prosperidade) tem avaliado ter um nome próprio na disputa para o Senado, completando sua representação na CLDF, Câmara dos Deputados e, enfim, no próprio Senado – neste caso, Ronaldo Fonseca, mesmo sendo da Assembleia de Deus, poderia ser a alternativa.

Cada nome implica um tipo de aliança – verdadeiro quebra cabeça que inclui até mesmo a negociação dos cargos de suplente (e, em face do histórico do DF, é importante olhar a nominata toda), muitos conchavos e as tradicionais traições. Se formos olhar o conjunto, cada “vaga” de Senador dá direito a dois suplentes  – ou seja: há muito espaço para composições nada republicanas.

Até o momento, o PSD de Rosso e Renato Santana (que se aquietou ou foi aquietado), ainda não sabe se continuará apoiando o tresloucado e incompetente governo de Rollemberg ou procurará outro caminho (isto é, se tiver outro caminho).

Por falar em Senado…

Nem sempre o DF teve senadores sem peso e nem representatividade. Cabe lembrar que já foram eleitos nomes como Pompeu de Souza e Lauro Campos – como para mostrar que o eleitor do DF já teve mais cuidado ou melhores alternativas.

Nos tempos de Constituinte, corria nos corredores com um misto de lenda, anedota e referência sobre o perfil de Pompeu de Souza a seguinte história.

Numa tarde modorrenta e sem nada de interessante, eis que Pompeu do alto dos seus pouco mais de 1,50 discorria em um dos seus tradicionais discursos quando o também senador Rachid Saldanha Derzi, do PMDB-MS, solicitou o aparte.

Com seu humor tradicional e inigualável, Pompeu prontamente aquiesceu:

– Com muito prazer quero escutar o aparte do nobre senador Saldanha Derzi, digníssimo representante do PCB nesta casa…

Estupefação dos presentes, eis que o senador sul-matogrossense faz questão de esclarecer:

– Vossa excelência deve estar se confundindo, jamais fui ou pensei em ser comunista…

Soltando a tradicional risada que marcava sua vida, Pompeu emendou:

– Quando me refiro ao PCB, não o faço como vinculação ao histórico Partidão. No vosso caso, eu o saúdo como representante da bancada do PCB – Partido dos Criadores de Boi…

E mais não foi preciso dizer…

 

Eleição para Distrital em 2018: o PT pode sofrer com a falta de votos

Até o momento, tudo indica que o PT terá uma nominata de luxo para disputar as 24 vagas para a Câmara Legislativa em 2018, dentro do projeto de fazer uma bancada forte. Os nomes ventilados, são representativos e todos carregam a fama de amealharem milhares de votos a cada eleição – mas o que garante mesmo que a legenda atinja o quociente eleitoral não é apenas o desempenho das estrelas, mas principalmente daqueles candidatos que possuem um padrão entre três e oito mil votos.

E alguns destes nomes de forte representatividade – e cá entre nós, fazer oito mil votos não é o mesmo do que discutir filosofia em mesa de bar – e que em eleições passadas ajudaram de forma decisiva para completar o balaio de votos dos eleitos, já não estão mais no PT e outros já avisaram que não pretendem entrar na disputa de novo.

Se o partido conta com Arlete Sampaio, Chico Vigilante, Policarpo, Ricardo Vale, Rodrigo Brito e a professora Rosilene Correa como nomes com potencial de conquistar muitos votos, sempre é bom lembrar que nas eleições de 2014, o quociente eleitoral foi de 63.549 votos por vaga (em termos de CLDF). E aí é que a coisa começa a ficar complicada.

A decisão de Wasny de Roure de não disputar um novo mandato na CLDF e se colocar como pretendente a uma vaga no Senado, deixa o PT sem um nome no segmento evangélico, algo que pode ser crucial – dado o peso e a representatividade do segmento e, também, os ataques que muitas lideranças petistas costumam desfechar contra este grupo religioso.

Pesquisando, encontrei apenas dados de 2013, quando os evangélicos representavam 26,58% da população de todo o DF (no mesmo levantamento católicos representavam 56,91%; espíritas, 3,62%; umbanda e candomblé, 0,25%; outras religiões, 2,23%, e sem religião, 14,21%). Ou o PT abriu mão deste segmento eleitoral, dada a incompatibilidade entre a pauta que o partido defende e aquela que as correntes religiosas preconizam?

Além das dificuldades naturais que o partido sofre por estar sendo vinculado pelos meios de comunicação como sinônimo de corrupção – numa demonização trabalhada e que também atinge os movimentos sociais – o PT vem penando com algumas deserções – nomes que saíram do partido e migraram até para o Dem, enquanto que outros não pretendem repetir a experiência de uma campanha.

Dentro desta realidade, o grande desafio de Érika Kokay, presidente do PT-DF, será montar uma nominata que não represente um processo de autofagia interna, como aconteceu em 1998 – naquela oportunidade, na reta final, muitos cabos eleitorais perguntavam acerca das intenções de voto e, diante da resposta, atacavam: “mas fulano já está eleito! Vamos ampliar a bancada. Seu voto é mais importante para o meu candidato do que para este com o qual você simpatiza.

Nem vou citar nomes para não reavivar velhas feridas – até porque este processo gerou rancores que acabaram levando muitos a não trabalharem no 2º turno da eleição para governador por uma espécie de vingança, possibilitando uma virada do Roriz que até hoje é motivo de dúvidas.

Além de todas estas questões, a ausência de um nome competitivo do PT na disputa para o Buriti surge como outro entrave para o desempenho dos candidatos ao Legislativo. Como será a experiência para os petistas?

Sobre as mudanças – e aqui nem falo nem de modo indireto em relação ao PT, mas como parte do cenário nacional e com a rápida cooptação de pseudos lideranças pelo sistema: Onde buscar estes nomes em um momento no qual as pessoas estão fugindo da política e muitos dos que se apresentam como renovação já chegam com todos os vícios, manias e defeitos que nos levaram a este estágio de saturação?

Isolado, PT-DF tenta garimpar “um” candidato ao Buriti para 2018

Antes força definidora das alianças políticas no DF, o Partido dos Trabalhadores na Capital Federal se vê às voltas com um quadro inusitado: ninguém quer ser candidato ao governado local em 2018. As principais estrelas do partido, conhecidos como “capas” e que comandam tendências, desta feita estão mais preocupadas em garantir um mandato parlamentar a partir de janeiro de 2019 do que sonhar com a cadeira do Buriti.

Na busca de um nome, os petistas já procuraram José Geraldo, hoje afastado da legenda e ex-reitor da UnB. A despeito de ter se sentido lisonjeado, declinou da generosa oferta, mostrou-se disposto a colaborar com o partido na formulação de propostas, mas não quer a missão suicida.

O nome da vez é Eugênio Aragão, participou do MP, ex-ministro da Justiça de Dilma e professor titular da UnB – que parece ter o perfil talhado para este momento: é bom de palanque, tem capacidade jurídica, não foge da luta. Para alguns, pode ter pouca viabilidade eleitoral em 2018, mas com a visibilidade ocuparia o protagonismo de um espaço que hoje o partido perdeu.

A situação do PT na capital é muito delicada.

Seus aliados tradicionais e históricos hoje constroem outros caminhos – muito por conta do impasse jurídico que envolve a candidatura de Lula à presidência, porque são dois caminhos totalmente distintos. Os partidos, no entanto, costumam reclamar da ingratidão do PT em momentos pós-eleitorais, mormente nas vitórias.

O PDT, que poderia ser uma alternativa, depende da candidatura presidencial de Ciro e seu aliança com o PSB – o que sepultaria qualquer conversa local, até porque o Lupi (presidente do PDT) não brinca e não aceita deserções. O PCdoB hoje vive uma crise de identidade, tendo se transformado no mais fiel aliado de Rodrigo Maia (Dem) e aqui no DF não se sabe qual o rumo que seguirá. Cristovam, do PPS, que chegou a flertar com uma candidatura ao GDF e depois fez banners em redes sociais anunciando-se candidato à presidência da República, voltou ao seu devido tamanho político e sonha com mais um mandato de Senador – ele que nos dois anteriores, nada fez de útil ou produtivo para o DF. O chamado campo rorizista está minado de candidaturas e de candidatos a candidato, engalfinhando-se para ver quem será o nome – que, na avaliação deles, é coisa de favas contadas. Qualquer que seja o ungido em algum ritual de pajelança.

Dentro deste quadro, o PT tenta acomodar seus nomes e suas vaidades, de modo a que não fiquem sem mandato e possam pensar em fazer política mais sossegadamente no futuro. Neste momento, os projetos pessoais e as demandas urgentes da vida política não passam pelo Buriti.

Como disse um petista bem humorado, o maior risco do PT-DF é ter como único aliado em 2018 o Pros, que hoje tem o senador Hélio Gambiarra como seu “representante”.

Em 2018, qual o discurso que os candidatos ao GDF usarão para seduzir os servidores?

Depois de um governo extremamente generoso – Agnelo – os servidores públicos do GDF se depararam com a cruel realidade de um governo que resolveu tratá-los a pão e água, não apenas sem abrir negociação salarial, mesmo com  a inflação corroendo o poder de compra, bem como não pagando aqueles que já tinham sido acordados no passado.

E cabe lembrar aqui que o Rollemberg foi muito generoso com promessas, porque segundo sua ótica de quem vive no mundo da lua, o que não faltava era dinheiro para dar aumentos, mas sim um “choque de gestão”

E este será o primeiro abacaxi que o governador a ser eleito em 2018 terá pela frente: administrar o caos e fazer frente a demandas crescentes e reprimidas por melhorias salariais por parte das categorias e contemplar a sociedade em sua justa expectativa por uma melhor qualidade dos serviços.

Levando em conta de que alguns dos pré-pré-pré candidatos têm sua trajetória política apoiando fortemente o corporativismo – ao menos nos períodos pré-eleitorais – a dúvida é como irão pautar sua plataforma de governo tendo que partir do princípio de que não haverá condições de prometer loucuras como equiparar a remuneração da Polícia Civil do DF com a PF, conceder benefícios para o pessoal da PM, melhorar o salário do pessoal da saúde e dos professores.

Porque esta será a realidade a ser enfrentada, a menos que os servidores queiram ser enganados, que estejam dispostos a serem ludibriados, tapeados e tratados como otários – porque quem prometer o Eldorado, terá pouco mais a oferecer do que o inferno.

Não há nada no cenário econômico nacional no médio prazo – algo como seis ou oito anos – que indique que os governos voltarão a ter gordura financeira para conceder reajustes. A tendência é que ações como a do governador Rollemberg de atacar recursos que servem para provisionar futuras demandas com a aposentadoria dos servidores deixarão de ser esporádicas para se transformarem em rotina – enquanto houver algum caraminguado.

Porque o que a gente observa é que entra governo, sai governo e o desperdício continua sendo uma prática deplorável – a começar pela estrutura administrativa que vai sendo criada, inchada e aumentada para ir contemplando com cargos e benesses os apadrinhados políticos e também para contemplar os Deputados Distritais aliados, sempre ávidos por cargos, e que revelam um apetite descomunal.

Basta observar quantas administrações regionais existem e o quanto cada uma delas custa para o cidadão – porque muitas delas funcionam como mecanismos para obtenção de vantagens: vendem dificuldades, para justificar pequenos e cotidianos achaques.

O GDF que possui imóveis desocupados, sublocados ou simplesmente abandonados, se dá ao luxo de alugar salas e mais salas. E ninguém precisa ser vidente para saber o que há por trás dos dois casos – um levantamento revelaria quem são os proprietários de tais imóveis…

É assustador perceber que os candidatos prometem o paraíso antes das eleições e depois assumem a verdadeira faceta. E o servidor, que tem como principal preocupação a melhoria do seu salário, acaba aceitando ser tratado como otário.

No DF, fracasso do Gov. Rollemberg antecipa articulações para 2018

O caos administrativo, a fisiologia política, a dilapidação do patrimônio público e a rejeição popular do Governo Rollmberg fizeram com que as forças políticas do DF antecipassem as articulações para 2018. O fracasso de Rollemberg e seu destrambelhado governo geraram na classe política a sensação de que qualquer um pode vencê-lo – gerando, pois, uma profusão de candidaturas.

Outra leitura óbvia que as raposas do cerrado fazem é de que uma eventual proliferação de nomes pode tornar o nome de Rollemberg um player não descartável. Querem, óbvio, se proteger de algum outsider que possa ser construído em face dos reiterados fracassos que têm sido as gestões dos eleitos.

Divididos em campos, sabe-se que há candidatos a candidatos e há aqueles que blefam – em busca de ampliar o seu quinhão. Além da vaga de Governador, cuja cadeira está vaga desde a eleição da dupla Rollemberg/Renato, há duas passagens para 8 anos no paraíso dos bons salários, poder ilimitado, benesses, mordomias , impunidade – que os mais antigos chamavam de Senado.

Cristovam parece que definitivamente cansou de não fazer nada no Senado e agora tenta uma disputa presidencial pelo PPS. Hélio Gambiarra é a personificação do que de mais bizarro a eleição para o Senado pode reservar: suplentes que viram titular – e ele já “abriu mão” da vaga natural e humildemente aceitará ser candidato a Deputado Federal – e a aposta é saber se fará votação maior do que na sua malograda candidatura a Distrital em 2014 (cabe lembrar que naquela oportunidade conseguiu fantásticos SEIS VOTOS).

Neste cenário, muitos tem sido os almoços e as articulações de um grupo que tem Frejat, Alírio, Izalci, Fraga e o indefectível Filippelli – retratos vivos de raposas ávidas para voltar a comandar ou ao menos a usufruir do GDF. Deste quinteto, poucos poderão ser candidatos, visto que ao menos três deles estão enredados com a Justiça e não se sabe em que situação de inelegibilidade chegarão em 2018.

A incógnita fica com a ação que os atuais comparsas de Rollemberg estarão em 2018 – principalmente o PDT, que uma parte do partido sonha com Frejat, outros ficam quietos e uma minoria que prefere manter-se nos cargos atuais.

A Rede ainda sonha com Reguffe, mas ao menos até março deve ficar sem partido – ou seja, será o senado sem-sem-sem: sem partido, sem ação, sem compromisso. Chico Leite sonha com a candidatura ao Senado, aparentemente garantida caso se mantenha a aliança com o governador – mas ele tem sido aconselhado a se descolar do cadáver político no qual Rollemberg se transformou.

O Psol ainda está em fase de discussão da composição do diretório e continua atraindo ex-petistas – alguns sem espaço na antiga casa e outros que tiveram a garantia de que não seriam preteridos em eventuais candidaturas. Mas dificilmente Toninho não será o nome – sempre uma boa alternativa, mas que acaba sendo engolido pelas urnas.

Depois de importar dois candidatos – Cristovam e Agnelo – o PT não parece disposto a repetir a fórmula só para ter um candidato que pudesse ser controlado por uma tendência. O partido se articula para voltar a ser uma alternativa política viável no DF.

Um dos projetos é resgatar a velha guarda e mesclar com lideranças sindicais já consolidadas. Assim, nomes como Arlete Sampaio, Rodrigo Brito e a prof. Rosilene Correa surgem como esperança de votos, para formar uma bancada representativa na CLDF.

Para o Senado, o PT está diante de uma sinuca: Wasny de Roure já manifestou seu desejo de concorrer a uma das duas vagas e caso não tenha seu pleito atendido, não pretende disputar outro mandato – nem de Distrital e nem de Federal.

Com vistas Câmara Federal, fica a incógnita – uma vez que Érika Kokay não se mostra inclinada à disputa, preferindo o Senado ou mesmo o Buriti – para onde alguns sindicalistas gostariam de ver Jacy Afonso como candidato. Ainda que ele negue qualquer possibilidade neste sentido.

Estes embates internos do PT, que sempre acabam criando feridas que demoram para cicatrizar, já movimentam a sigla e deverão estar presentes nesta segunda-feira, a partir das 19h, no Teatro do Bancários aqui em Brasília, quando será lançada a proposta “O DF e o Brasil que o povo quer”, que parte do pressuposto de construção de um programa de governo a partir da massiva participação popular.

Enfim…

Se de um lado o Governo Rollemberg se arrasta em índices de aprovação próximos do Temer,  os que buscam ocupar a sua cadeira no comando do Buriti sabem que mesmo entre o caos e a lama, ele ainda conta com o DODF e a caneta nas mãos. E isso tem um peso imenso na política nacional e principalmente no DF.

Rollemberg apela ao Judiciário para evitar críticas

Conviver com o contraditório, aceitar as críticas e enfrentar os desafios faz parte da personalidade de algumas pessoas – que sabem que este é o preço que se paga pela liberdade, pela democracia.

Existem outras, criadas dentro de um sistema de privilégios, contando sempre com as lições e os exemplos de casa, que acreditam que só elas possam falar, dizer e atacar as pessoas e que qualquer admoestação que sofram, precisa ser reprimida.

No Brasil recente, esta tem sido a norma levada ao pé da letra por muitos políticos: querem o direito de falar a asneira que quiserem, mas acreditam que possam contar com um escudo de proteção que evite que sofram com o natural efeito bumerangue.

A bola da vez é a ação de Rollemberg que conseguiu no TRE-DF a suspensão das propagandas do PT com críticas a sua gestão, aos seus desmandos, ao descalabro que uma administração marcada por incompetência, má-gestão e destruição dos serviços públicos vem causando ao DF e seus moradores.

Foi um baita de um tiro no pé, o que demonstra que o atual governador, além de despreparado, incapaz e medíocre, é também extremamente burro. E mal, muito mal assessorado. E vou explicar.

Eu, por exemplo, não assisto TV e nem escuto rádio – por problemas de uma úlcera estomacal que me incomoda com a mania de manipulação e de desinformação dos meios de comunicação. Pois bem: eu – e acredito que o mesmo acontece com milhares de brasilienses e brasileiros pelo Brasil e mundo afora – acabei assistindo o vídeo porque o Rollemberg não queria que ninguém soubesse que ele é incompetente. A ação de Rollemberg gerou a curiosidade e o impacto que o material em si não teria.

A pessoa precisa ser um gênio, a pessoa precisa ser uma mistura depauperada de uma anta com um esquilo para dar um tiro destes no pé: ao não querer que as pessoas assistissem as críticas na TV, levou elas a assistirem nas redes sociais.

Eu me pergunto: quem são as cabeças geniais que assessoram o governador que entrou no Senado sem fazer concurso – e, cá entre nós, se não fosse pela janela, estaria desempregado até hoje? Porque é preciso ser muito, mas muito burro para conceber uma estratégia tão genial. O que era um mimimi partidário, virou mais um manifesto contra Rollemberg – agora não só por sua incompetência, mas por seu viés de censor, de quem não aceita críticas, de quem não tolera a divergência.

Hoje, as redes sociais possuem uma audiência muito mais ampla do que os meios tradicionais. Um assunto abordado nas redes sociais repercute muito mais do que uma inserção na TV. Hoje as redes sociais atuam como a voz da sociedade em todos os sentidos – ainda que algumas pessoas só gostem da voz das redes sociais quando elas ecoam o que elas pensam, mas esta é outra história.

Enquanto as pessoas estão no transporte coletivo (arghh), enquanto estão nas filas dos hospitais esperando atendimento, elas estão nos seus smartphones vendo o que acontece e não ficam olhando a programação da Globo que é imposta aos pacientes nas salas de recepção.

O que Rollemberg fez foi algo tão estúpido, tão irracional, tão descabido, que chego a imaginar ele diante do espelho, com aquela sua cara preparada para dar desculpa: eu sou mesmo um gênio.

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