Blog do Alfredo

Category: Turismo

O ego ainda vai enterrar o Doria

Os rompantes de Doria, que atua no cotidiano como se ainda estivesse em um talk show, servem para o aplauso dos puxa-sacos que existem (pagos com recursos públicos) para elogiar/bajular e alimentam a percepção de que é muito fácil fazer com que o showman se revele um destrambelhado. Pela incapacidade de ficar quieto, usa a boca para enterrar aquilo que os marqueteiros conseguiram criar.

Feito garoto mimado – antigamente dizia-se que era típico de guri criado pela avó – Doria não sabe conviver com a contrariedade. Comandado por um ego doentio, o episódio dos ataques preconceituosos em lugar de ser razão dele continuar se vangloriando, deveria fazer com que o prefeito procurasse acompanhamento psiquiátrico. No mínimo e com urgência.

Sem estrutura emocional para conviver com a pressão, Doria hoje é um cadáver preconceituoso – que em lugar de ser o novo que a propaganda tentou vender, é apenas o arquétipo do esclerosado que a pele lisa e sempre bem vestido tenta esconder. Lembrando Pessoa, é um cadáver adiado – cuja única razão de existir foi a percepção das equipes de marketing de que dava para vender um fusca velho como se fosse uma mercedes.

FHC paga até hoje o preço de ter chamado de vagabundo quem, mesmo com plenas condições, se aposenta antes dos 50 anos. O fruto do seu destempero está nas redes sociais e hoje serve como uma marca do pré-sexagenário Doria (completa 60 anos em dezembro): basta cutucar o vaidoso e ele se perde nas tamancas.

É de se imaginar as pérolas que a figurinha midiática geraria em caso de uma campanha presidencial, quando forem desenterrados seus atos nada republicanos quando comandou a Embratur no começo dos anos 90 (e a forma nebulosa como conseguiu sua miraculosa absolvição), os apoios financeiros sistemáticos de governos do PSDB e o fato de ter feito fortuna sem jamais ter tido qualquer atividade produtiva – apenas através do lobby que, ao menos que eu saiba, ainda não é atividade regularizada no Brasil.

Este episódio criou esta dimensão por ter sido, além de uma série de insultos grosseiros, contra alguém da sua laia – porque quando Doria atacava petistas, o Lula e era grosseiro contra as mulheres, daí estava tudo bem.

Depois desta trapalhada, talvez ele se dê conta de que tenha que virar prefeito e daí a porca definitivamente torcer o rabo: em quase 60 anos, será a primeira vez que ele efetivamente terá de trabalhar.

Rollemberg, o medíocre com sorte. Para azar de Brasília

Entre os treinadores do futebol brasileiro, cada qual vai construindo seu pefil, sua história: Murici, o ranzinza; Tite, o padre; Joel Santana, o folclórico; Renato Gaúcho, o falastrão; Luxemburgo, o “professô dos pojetos” e assim por diante. Levir Culpi, hoje no Santos, é conhecido por ser um exímio contador de histórias.

Uma delas inclusive é o nome do seu livro (Burro com sorte), com as suas histórias ao longo de 50 anos de futebol.

Ia o ano de 1989, Levir treinava o Criciúma, perdia um clássico regional de SC contra o Joinville. Precisando de um gol, tirou o centroavante e colocou um meia.

Diante da substituição estranha, um torcedor começou a chamá-lo de “burro”.

Eis que o meia, faz o gol do empate e depois ele vai até o alambrado e procura o torcedor e quando o encontra, o torcedor sentencia: “Seu burro com sorte”.

Uso esse gancho para falar do governador do DF – um medíocre que sempre contou com a sorte – a começar pelo fato de não precisar fazer concurso para virar funcionário do Senado Federal. Valeu-se do sobrenome, valeu-se da politicagem. E, cá entre nós, nada mais torpe, vergonhoso e desabonador para alguém do que carregar a pecha de incompetente até para conseguir emprego por seus próprios méritos.

A história de Rollemberg mostra um político oportunista e sem produção legislativa. Foi secretário de turismo no governo do PT entre 1995 e 1998; deputados distrital entre 1999 e 2002, eleito com os votos do PT. Tentou um voo solo em 2002 lançando-se ao GDF e acabou em terceiro lugar. De volta aos braços do PT, assumiu a Secretaria Nacional de Inclusão Social, do Ministério da Ciência e Tecnologia – e a sua passagem é marcada por muitas denúncias. Com o uso da máquina do Governo do PT, elegeu-se deputado federal em 2006 e, só para variar, teve uma ação legislativa dentro do seu padrão.

Em 2010 elegeu-se senador – eram duas vagas – na bacia das almas e outra vez carregado eleitoralmente pelo PT. Em 4 anos no Senado, nada.

Quando assume a candidatura ao GDF em 2014, pode-se dizer que de novo seu maior cabo eleitoral foi o PT – nesse caso, o caos que foi a gestão de Agnelo, engolido pelas obras do Estádio Nacional, uma obra que é um monumento aos desperdício de dinheiro público.

E o que se observa nesses mais de mil dias de trapalhadas administrativas, de medidas tresloucadas para beneficiar financiadores de campanha e para tentar encontrar sempre algum culpado? Nada, absolutamente nada.

Nesses mais de mil dias, Rollemberg conseguiu dar razão às piores e mais nefastas perspectivas que as pessoas tinham em relação ao seu governo. Por vezes converso com seus eleitores e mesmo pessoas que financiaram sua campanha e, quando confrontados com a bizarrice deste governo, dão de ombros e assumem: o mais importante era tirar o PT.

E no lugar do prometido “Choque de gestão”, Rollemberg foi chocando as pessoas com a voracidade com que se jogou nos braços de aprisionados para buscar a governabilidade – tendo em vista que seu partido não tinha e nem tem nenhum Distrital (alguém pode dizer que isto não faz mal, afinal de contas, o DF também não tem ninguém no comando do GDF).

E a única coisa que realmente seria impossível, ele está conseguindo: a proeza de fazer um governo pior do que a trinca de incompetentes que pavimentou o seu caminho (Arruda, Rosso e Agnelo). Cá entre nós: é preciso ser muito medíocre para conseguir tal feito.

Ele que usou como bordão o “choque de gestão” para solucionar tudo, tomou um choque de realidade e se deu conta de sua própria mediocridade.

Para o azar dos moradores de Brasília…

O que é Medíocre:

Medíocre significa mediano, sofrível. É um adjetivo de dois gêneros que qualifica aquele ou aquilo que está na média entre dois termos de comparação , ou seja, que não é bom nem mau, que não é pequeno nem grande etc. Por exemplo: “Um livro medíocre”.

A expressão medíocre é usada também para fazer referência àquele ou àquilo que tem pouco merecimento, que é ordinário, insignificante. irrelevante, vulgar.

O adjetivo medíocre é normalmente utilizado para qualificar aquilo que está abaixo da média, que possui pouco valor, pouca qualidade, algo ordinário e insignificante, mas, é muitas vezes usado como um insulto, no sentido pejorativo, no intuito de agredir verbalmente.

Ser medíocre significa não ter qualidades ou habilidades suficientes para se destacar naquilo que se propõe a fazer, seja na vida pessoal ou profissional. Uma pessoa medíocre é vulgar, tem poucas qualidades, é uma pessoa pobre do ponto de vista intelectual.

Mediocridade é um substantivo feminino que nomeia o estado ou a qualidade do que é medíocre, que revela ausência de mérito, vulgaridade, indivíduo medíocre, sem talento.

Extraído de www.significados.com.br/mediocre/

Rollemberg submete Brasília a vexame em evento de turismo*

Além de três ou quatro feiras regionais, o turismo brasileiro tem duas vitrines: a WTM Latin America que acontece no 1º semestre – e a edição de 2018 será de 3 a 5 de abril em São Paulo – e a Feira da Abav, o mais tradicional e ainda representativo evento do turismo nacional que em 2017 teve a sua 45ª edição.

A Feira da Abav, por sinal, que ressurgiu tal qual uma fenix – porque muitos acreditavam que esta seria uma de suas últimas edições. Muito pelo contrário: a feira se mostrou revigorada, atraente e com muita, muita gente e muitos expositores. Resta saber se a Abav terá como absorver o impacto da saída de Edmar Bull que teve competência e ousadia de “reinventar” a Feira e a própria entidade, dando as duas uma dimensão que haviam perdido depois de administrações chochas.

Pois foi neste cenário privilegiado, tendo um stand fornecido pelo Ministério do Turismo que o GDF, sob o comando de Rollemberg, governador que não passa de “biruta de aeroporto”, mostrou todo o abandono do setor.

O stand do DF sempre esteve entregue às moscas, sem NENHUM material da cidade – e a exceção eram folders de redes hoteleiras. Enquanto estados como o Acre mantinham funcionários e material, o espaço de Brasília estava lá – vazio e ridiculamente abandonado. Nunca custa lembrar que o governador foi secretário de turismo e em seu governo relegou a pasta a uma sub-sub-sub secretaria.

É um caso a ser averiguado: O GDF que gasta muitos milhões para tentar convencer os moradores do DF que o Rollemberg não é esta anta que todos sabem que ele é, não desenvolve nenhuma campanha de mídia para divulgar a cidade. Em mil dias de absoluta inutilidade, Rollemberg dilapidou milhões em publicidade e nada para convidar os brasileiros a conhecerem a capital da República.

Deve-se esta reinvenção da pólvora a uma meia dúzia de vetustas e inúteis personalidades que se esmeram em justificar anúncios em revistas sociais, em sites de presidiários e nada de divulgar Brasília.

O resultado mais do que óbvio está no stand vazio e na ausência de material.

Resta, enfim, a contagem regressiva para saber quantos dias ainda faltam para mandar Rollemberg de volta para o Senado – como funcionário, pela janela, porque afinal de contas, foi desta maneira que ele virou funcionário e agora vai virar ex-governador.

Para completar…

A situação do “turismo” do GDF foi tão ridícula na Feira da Abav que nem mesmo Jaime Recena, o sub-sub-sub de alguma coisa e Turismo esteve presente ao evento. Esta realidade mostra a que ponto chegou a falta de gestão, de compromisso e de compreensão da realidade por parte de alguém que, a bem da verdade, está fazendo exatamente aquilo que todo mundo sabia que faria: nada.

* E as fotos?

Por razões que desconheço, não consigo implantar aqui no blog as fotos feitas na Feira da Abav. Elas, no entanto, podem ser vistas no www.facebook.com/leituradebordo e no instagram @leituradebordomagazine

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

Recebo do Sandro Bernardo da Cunha Castello Branco – que assina a nota como sendo Subsecretário de Promoção e Marketing da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer a seguinte:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Diante da notícia veiculada pela Revista Leitura de Bordo, a Secretaria Adjunta de Turismo esclarece:
Durante os três dias da ABAV, os colaboradores da Secretaria Adjunta de Turismo estiveram presentes no stand de Brasília, fazendo reuniões, recebendo o trade local, distribuindo material gráfico e atendendo o público presente no evento, como mostram as fotos em anexo.
O stand ficava sem material promocional, sim, ao final de cada dia, quando ele era guardado em um local reservado no próprio stand e voltava a ser exibido e distribuído no dia seguinte.
É importante ressaltar que a participação de Brasília na ABAV e na WTM, as duas mais importantes feiras de turismo no Brasil, só é viabilizada pela parceria com o Ministério do Turismo, que oferece piso e montagem de um stand padrão para todos os estados brasileiros. Sem esse apoio, a participação de Brasília se tornaria inviável financeiramente.
E mesmo com as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Distrito Federal, a Secretaria Adjunta de Turismo não tem medido esforços para continuar promovendo Brasília. Tanto é que parte da equipe presente na ABAV custeou a ida para São Paulo com recursos próprios.
A Secretaria Adjunta de Turismo vem trabalhando arduamente para que a participação em outras importantes feiras do segmento, fundamental para atração de turistas para nossa cidade, seja mais frequente e não dependa apenas da parceria com o Ministério do Turismo.
Notas do autor do blog:
– O material não foi publicado pela Revista Leitura de Bordo, mas sim pelo www.blogdoalfredo.com.br
– Dizer que o material era retirado ao final do expediente soa risível, visto que as fotos foram feitas em dois dias (28 e 29) e BEM antes do encerramento – em torno das 14h dos dias 28 e 29.
– As fotos não serão publicadas porque não estou conseguindo inseri-las no blog.
– O fato de servidores viajarem com o próprio dinheiro para eventos revela, desnuda e escancara o descaso do GDF com o turismo.

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